Durante algum tempo, especialmente a partir da última Guerra Mundial, pessoas de ambos os sexos vêm debatendo e discutindo os problemas em que se encontram os profissionais dos vários setores, no dia-a-dia. Nenhum problema é maior ou mais urgente que o de se obterem sadias relações de cooperação entre empregados e empregadores.
Dependemos uns dos outros – eis um fato elementar. Somos constantemente influenciados pelo ambiente de trabalho em que vivemos. Nosso caráter é em parte modelado pelos que nos cercam; e em troca, atuamos sobre nossos semelhantes. A vida econômica de hoje é interdependente. A maioria das pessoas depende umas das outras, no que diz respeito à oferta e à procura de materiais de bens e consumo, oferta e procura de mão-de-obra para a segmentação mercadológica.
O profissional da educação faz parte de um nicho de mercado que veio à tona há pouco tempo, pois estes passaram a se dar conta de que não há como exercer suas funções sem a presença dos acadêmicos ‘‘clientes’’. Parece mercantilismo, mas não é!
Não importa o tipo de Instituição Educacional, seja ela pública ou privada. Obrigatoriamente, terá que haver acadêmicos, e para que haja bons profissionais na educação há necessidade, obrigatoriamente, de que estes sejam bons líderes.
E como ser um bom líder dentro de uma classe, tanto no ensino fundamental, médio e no superior, com a média de trinta e cinco a quarenta alunos em cada sala de aula, ou mais ? Para se alcançar essa liderança existem várias estratégias. Eis algumas:
Aspectos psicológicos – A natureza humana apresenta certos traços constantes que as relações humanas não podem ignorar. Se é verdade que a conduta do homem pode ser imprevisível em seus pormenores, há impulsos amplos que influem profundamente no comportamento: ‘‘dignidade, gozar da estima dos outros, instinto básico de sobrevivência, segurança ...’’ (JOHNSON, 1966 : 8).
Aspectos morais – As relações humanas são mais do que simples questões de tino, de Psicologia ou de negócio lucrativo. Também estão sujeitas a leis morais e religiosas que se refletem na consciência da humanidade e que têm sido confirmadas, em todas as épocas, pela experiência dos homens. Se aceitarmos a fraternidade humana sob a proteção Divina, então daí decorrem importantes conclusões: cada homem tem uma dignidade inerente, o que implica direitos e deveres básicos. A vida norteia-se por um propósito que tudo preside. Cabe aos homens julgar a sua conduta, não somente em termos de lucro ou de conveniência pessoal, mas também em função do justo e do injusto. Torna-se importante o serviço à sociedade, tanto quanto o que se refere ao interesse pessoal. O trabalho em equipe e a cooperação são pilastras imprescindíveis.
Desses dois aspectos nasce o professor líder. Podemos dizer que para se ser um profissional na educação é preciso planejar e ministrar as aulas a contento, bem como conduzir o conteúdo até a meta proposta, procurando obter o maior rendimento possível de todos os recursos de que se dispõe, garantindo assim o desenvolvimento das funções básicas de um professor líder .
Podemos assegurar, com toda a veemência que, ser um mestre líder de verdade, é uma missão muito difícil e árdua. Há necessidade de muita motivação pessoal.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário.

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