Líder de si mesmo! Um ato natural do ser humano
É fato e bem aceito que quando passamos a conhecer da sabedoria dos gregos antigos, esta nos torna pessoas melhores e mais felizes, ilumina nosso senso de orientação sobre a vida, encorajando-nos a conhecer coisas que a maioria das pessoas acha que tem, e tem mesmo: o grande líder que existe dentro de nós mesmos.
Um exemplo clássico em 343 a.C, foi o do líder Alexandre "o Grande". Seu pai o rei Felipe II confiou a Aristóteles, notório pensador e homem influente na Macedônia, a educação de seu filho que na época tinha 13 anos dizendo: "ensine meu filho a liderar"!
Certo dia, encantado com um corcel negro que ninguém conseguia dominar, Alexandre agarrou o cavalo e puxou pelo freio, virou sua cabeça ao Sol e, cegando-o momentaneamente saltou sobre seu dorso dominando-o com perspicácia num rápido galope e em poucas horas este se tornou seu inseparável aliado na montaria por muito tempo e, em muitas batalhas.
Agora que atingimos a pós-modernidade é preciso viver e agir com destreza, audácia! Ora, quando Felipe II tentou descartar a compra do belo animal, o menino protestou dizendo que faltava audácia para dominá-lo. E hoje, qual é a mola propulsora, que nos impulsiona de ânimo, levando-nos a cometer atos arrojados ou difíceis em nosso dia a dia como líderes na educação de crianças e de nossos jovens? Qual é a nossa postura como líder educador social na nossa comunidade, na nossa empresa, ou no espaço educativo? Hoje se vê em muitas organizações, o velho método e já falido paradigma de liderança: os búfalos e sua manada.
A essência da liderança em gestão de pessoas não está em somente planejar, organizar, comandar, coordenar e, por fim, controlar. Muitas empresas persistem nesse modelo de funcionamento que é parecido com uma manada de búfalos onde os mesmos são seguidores fiéis de um líder. Hoje nas empresas muitos líderes cobram lealdade e submissão, chamando para si o centro das atenções e pior, iludido de que esse é o seu trabalho como líder. Imaginamos, não foi à toa que os colonizadores, assim que surgiram, foram capazes de exterminar manadas de búfalos com muita facilidade. Era necessário que matasse apenas o líder deles, pois, a manada era cruelmente massacrada enquanto esperava que o líder se levantasse para conduzi-la.
Não muito diferente, deparamo-nos com um bando de gente "vagueando" dentro dos espaços organizacionais, cuja estrutura é um modelo bem parecido com a organização dos búfalos, estão sempre a esperar pelas próximas instruções. Até que não acontecem, voltam a vaguear passeando ociosamente até receberem as novas ordens e o resultado é certo, sofrem a matança pelo mercado concorrente por adotar esse comportamento.
Uma vez disse John Kennedy: "o líder é uma pessoa que faz com que cada um descubra o melhor de si mesmo em benefício de todos". Então mude sua postura, não espere que os outros te ensinem o obvio, pense criticamente. Neste mundo atual, dinâmico e complexo, entenda que é preciso lutar com sagacidade e bom ânimo. Seja líder de si mesmo. Use suas preciosas horas acumuladas de aprendizado, sua experiência, as habilidades que desenvolveu ao longo do tempo em favor do bem comum.
Se quer ser um bom líder, examine a própria vida. A investigação é o que importa. "Conhece-te a ti mesmo", já dizia Sócrates a mais de 2000 anos. Com base nisso Santo Agostinho reforça, "conheça-te, aceita-te e supera-te". Nesta linha de pensamento segue a expressão "Relacionamento Intrapessoal"! O relacionamento intrapessoal é a interação de autoconhecimento, autodomínio e automotivação que, somado com o relacionamento interpessoal, chegaremos no conceito de inteligência emocional divulgado mais recentemente pelo trabalho de Daniel Goleman, em 1995, que em resumo, define que o relacionamento intrapessoal é o "apoio" fundamental do interpessoal.
Por fim, liderar é um verbo transitivo direto; logo, quando falamos em liderar precisamos de respostas às perguntas: liderar como, liderar quando, liderar quem? Eis a dica, comece a liderar a si mesmo, já é um bom começo. Mãos à obra!
DANIELE REGINA HURTADO GRISANTE é professora do curso de administração (EaD) do Grupo Kroton
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