Até que a Copa do Mundo Fifa seja iniciada em junho no Brasil muito será falado sobre o mundial. Atraso nas obras, protestos populares contrários à realização da competição e por aí vai. Sem dúvida os jogos são uma boa oportunidade ao País, que pode lucrar mais com o turismo e, consequentemente, com arrecadação de impostos, e talvez atrair mais investimentos. No entanto, o mundial de futebol nos traz importantes lições que não devem ser esquecidas, principalmente porque em dois anos o Brasil sediará outra grande competição: as Olimpíadas.
Entrevista publicada pela FOLHA com o secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo, Mário Celso Cunha, tenta afastar a ideia de que Curitiba pode deixar de sediar alguns jogos. Já escolhida pela seleção espanhola como sede, o alijamento da capital paranaense, sem dúvida, trará prejuízos ao Estado – tanto financeiros como à imagem. No entanto, é preciso reconhecer que, como ocorreu no restante do País, faltou planejamento para a execução das obras.
Além da Arena da Baixada, outros cinco estádios não estão terminados, enquanto deveriam ter sido entregues em dezembro. Na maioria dos casos, além da falta de planejamento, faltou transparência. Talvez esse último item é o que mais esteja relacionado aos protestos realizados País afora. Os gastos excessivos – assim como ocorre para a execução da maioria das obras públicas – acabaram por gerar grande descontentamento em parte da população que já estava insatisfeita com a condução das políticas públicas.
Ainda é preciso lembrar que outras obras relacionadas ao "projeto Copa" não serão concluídas a contento. É o caso dos programas de mobilidade das cidades, que foram registrados poucos avanços. Portanto, além de sediar a competição que, sem dúvida trará benefícios à economia brasileira, é preciso aprender com as lições deixadas. Serão dois anos (até a realização das Olimpíadas) para corrigir processos e consertar as falhas apresentadas até agora.

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