Levar criança ao exterior deve ser exceção da exceção
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domingo, 21 de abril de 2013
Redação FolhaWeb 
Com dois anos de trabalho e levantamentos de adoções ilegais e tráfico de pessoas para o exterior, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas vê, a cada audiência realizada, o número de denúncias crescer no Brasil e no Paraná. Dados do Ministério da Justiça apontam que, entre 2005 e 2011, foram registradas 475 situações de tráfico de pessoas no País.
Um dos "ramos" investigados é a adoção ilegal. No Brasil, os parlamentares já contabilizaram 1,7 mil casos suspeitos. Desses, 355 se concentram em 35 cidades do Paraná e de Santa Catarina.
De acordo com o deputado federal e vice-presidente da CPI, Fernando Francischini (PEN-PR), os filhos de famílias humildes e em situação de vulnerabilidade são as principais vítimas dos aliciadores.
A CPI analisa casos de adoções internacionais suspeitas ocorridas em cinco Estados (Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Pernambuco). Os procedimentos foram intermediados pela organização não governamental Limiar, entidade norte-americana com representantes no Brasil. Os destinos das crianças foram os Estados Unidos e o Canadá, mas ainda há suspeitas de que vítimas tenham sido levadas para outros países.
Qual avaliação pode ser feita dos trabalhos desenvolvidos pela CPI do Tráfico de Pessoas no Paraná? E quais são os próximos passos?
O balanço é superpositivo. Atingiu seu objetivo que era identificar, com as buscas da Polícia Federal, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico, e com novas informações que chegam até a gente, o que existia por trás dessa rede de adoções ilegais. E se realmente existia uma estrutura com lucro financeiro, que é o que caracteriza o tráfico internacional de crianças.
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