Lerner vai reunir prefeitos eleitos
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sexta-feira, 22 de novembro de 1996
Sérgio Wesley 
O governador Jaime Lerner reúne de 5 a 8 de dezembro os 398 prefeitos municipais eleitos este ano - ainda não há data para a nova eleição do prefeito de Irati, cujo resultado foi anulado. O encontro de quatro dias, com direito a hospedagem, alimentação e recreação, será promovido na Universidade do Professor, em Faxinal do Céu. O programa do seminário para os futuros prefeitos está sendo organizado por Lídia Bindo e contará com a participação de palestrantes especialmente convidados para o evento.
Segundo o secretário Giovani Gionédis, chefe da Casa Civil, o objetivo do governo é prestar total assistência aos futuros prefeitos. Com raras exceções, os novos prefeitos assumirão prefeituras em dificuldades financeiras e o governo quer ajudá-los a encontrar soluções criativas para esses problemas, afirma.
O seminário contará com a participação de alguns secretários de Estado, que vão expor aos futuros prefeitos os programas do governo em execução e os projetos em estudo. Os novos prefeitos receberão informações relativas aos procedimentos necessários para participar de todos os programas, explica Gionédis.
O chefe da Casa Civil diz que o governo quer amenizar ao máximo os efeitos administrativos da sucessão municipal. Sempre há quebra no ritmo de trabalho. Isso é ruim para o governo, que no próximo ano estará no auge da administração com a liberação de recursos internacionais. Como essas obras dependem de parcerias com as prefeituras, queremos afinar desde já os objetivos.
Segundo Gionédis, essa aproximação que o governo está patrocinando com os prefeitos eleitos tem objetivos administrativos e não políticos. O governador Jaime Lerner já conta com o apoio político da maioria dos novos prefeitos. Esse encontro terá caráter meramente técnico-administrativo, garante.
Gionédis afirma que o governo não pretende classificar o comportamento político dos futuros prefeitos com estrelas, conforme foi feito após a eleição de Jaime Lerner. A relação codificada com estrelas ficou conhecida como a Lista de Schindler e teve pouco efeito prático. O governo não aproveitou a tendência de aproximação política de vários prefeitos que este ano deixam seus mandatos para atraí-los ao PDT.


