Lerner oferece R$ 35 mi para servidores
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O governador Jaime Lerner (PFL) deverá formalizar hoje ao comando estadual de greve uma proposta concreta que poderá encerrar a paralisação dos servidores das universidades estaduais, que chega aos 166 dias. A costura saiu depois de uma reunião entre o governador; o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig; o deputado Durval Amaral (PFL), líder do governo na Assembléia Legislativa; e o reitor da UEL, Pedro Gordan. O encontro, que começou pouco depois das 18 horas, durou mais de duas horas.
O governo aceita conceder mais R$ 35 milhões às universidades, que entraria como uma reestruturação do Plano de Cargos e Salários (PCCS), com percentuais maiores para quem ganha menos. Segundo Amaral, esse recurso seria incorporado à folha de pagamento já a partir de março, divididos mensalmente até dezembro. O governador também deverá pedir a retirada do regime de urgência do projeto sobre autonomia nas universidades, até que ele seja melhor discutido. Polêmico, o projeto é tratado pelos grevistas como uma espécie de intervenção.
Outra medida é a desistência por parte do governo dos processos abertos contra os grevistas entre 2000 e 2001. Os professores, em troca, também desistiriam de ações contra o governo, que, pelo acordo, não retaliará nenhum grevista. O Palácio Iguaçu garantiu ainda que assim que a greve for encerrada, irá liberar os repasses de recursos para as universidades estaduais pagarem os salários de fevereiro.
A proposta ainda tem que ser aprovada, em assembléias, pelos professores e servidores estaduais.
Para o reitor da UEL, essa era a proposta que já poderia ter sido construída antes. Mesmo assim, ele considerou que foi uma grande vitória da conciliação


