Sobre a futura ministra da Agricultura
A engenheira agrônoma Teresa Cristina Dias é uma pessoa extremamente competente, produtora rural, presidente da CNA e a pecha de "musa do veneno" não calha numa figura pública que justamente procura reduzir os efeitos colaterais dos defensivos agrícolas (chamados impropriamente de "agrotóxicos"). O tal PL 6299 precisa ser melhor compreendido. Produtos liberados em países como EUA, União Europeia, Austrália e outros, passam por testes exaustivos e rigorosíssimos antes de serem liberados para uso. Por que não usar este trabalho já feito em outros países, liberando as moléculas e então , paralelamente fazermos nossas pesquisas toxicológicas? Hoje usamos produtos descartados há dez anos por outros países, certamente mais tóxicos e menos eficientes, porque a burocracia e a demora na liberação de nossos órgãos é inaceitável, para quem deseja realmente melhorar e modernizar a nossa produção agrícola, sob todos os aspectos.
Ruy Pigatto (engenheiro agrônomo e produtor rural) - Curitiba

IPTU - Igual a cartão de crédito?
Que o prefeito pisou na bola em relação ao aumento exagerado do IPTU é inquestionável. Faltou tato e, por isso, ele - o prefeito - vai sim pagar o preço político. Mas, penso eu, que ainda dá tempo de salvar a situação com um emenda na tal lei. A grande maioria não questiona se devia ou não ter aumentado o IPTU, mas sim a forma como foi feito. Então que se deixe à critério do munícipe optar como ele quer e pode suportar o tal aumento. Prefeito, uma sugestão: estude elaborar um carnê de IPTU nos moldes dos boletos do cartão de crédito, no qual a pessoa paga conforme possibilidades, dentro de alguns critérios, diluindo (como deveria ter sido feito) o aumento ao longo dos anos. Mas faça isso de forma justa, sem esfolar o contribuinte, como acontece com os tais cartões, ou então a tal emenda fica pior do que o soneto.
José Roberto Brunassi (advogado) - Londrina

Errata
No editorial da capa retrô, publicado na terça-feira (13) na Folha de Londrina, consta menção a Getúlio Vargas como sendo presidente em 1948. O presidente do período era Eurico Gaspar Dutra, Vargas só voltaria em 1951, depois de ser deposto. Ainda assim, a capa do primeiro número da FOLHA foi inteiramente dedicada a ele.

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