Um ambulante vendendo ''pulseirinhas do sexo'' em frente a um colégio tradicional da cidade. A escola não se mexe, mas a leitora da FOLHA denuncia na coluna de Cartas. De Laranjeiras do Sul o advogado Luiz Antonio de Souza, assinante deste jornal, envia sua indignação: ''Adolescentes usam pulseirinhas porque falta diálogo em casa e disciplina na escola. Mas a omissão dos pais é a grande causa''.

As manifestações diante da manchete de ontem deste jornal mostram uma grande quantidade de pais e professores preocupados com os rumos da infância e adolescência. E a falta de autoridade. Falta o chamado exercício da autoridade. Desmandos, comodismos, insegurança jurídica e falta de compromisso permeiam os rumos deste País. No episódio das pulseiras foi preciso um caso de estupro e uma denúncia pública. As autoridades ''nada sabiam''. Também elas! Nada sabiam!

Ainda bem que as pessoas reagem. E que, excetuando-se os que preferem a zona de conforto, também há diretores preocupados com o futuro e, então tomam atitude. São poucos. Muitos preferem fazer média com todo mundo para se garantir na função.

Mas o cidadão comum não. Dialético, ele acredita no contraditório; também se envolve no processo que evolui com a sociedade por contraposições, pela busca da verdade via discussão, contradição. Essa gente faz a crença dos outros aumentar. Dias atrás, o médico João Alberto Twardowski, de Guaíra, rejeitou o lamento do presidente da República que ainda chorava pela CPMF. ''O caixa do governo cresce dia a dia, a ponto de não saberem mais o que fazer com toda dinheirama que entra. Se o lastro fosse pequeno o presidente não estaria pagando contas de países em dificuldade, nem perdoando devedores. Nem fazendo questão de pagar mais pela energia de Itaipu que o Paraguai nos vende, nem pelo aumento do gás da Bolívia.

Na mesma linha de cidadania, o professor de Santa Mariana, Nicolau Vengrus Júnior, fala pelos pobres e pelos mais ou menos. ''Faltam remédios e médicos, garante; a segurança é precária. Nossos alunos cada vez mais aprendem menos.
Não seria o governo. E não é o caso de a Justiça chamar os políticos e responsabilizá-los perante a lei? É só uma pergunta. Mas, neste ponto, o leitor já quer demais. Essa gente que critica e sugere é a nossa razão de escrever.

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