LEITOR ESCREVE
Governo Lerner
A exploração política das viagens feitas pelo governador Jaime Lerner ao exterior tem motivado abordagens disparatadas do tema, sobretudo por alguns setores da imprensa. Um exemplo eloquente é o editorial desta Folha de Londrina/Folha do Paraná, na sua edição de 22 de junho.
Sem ao menos se dar ao trabalho de conferir os motivos da viagem, o jornal promove julgamentos precipitados e conclui no mesmo ritmo, aventurando-se a respaldar suposta versão oposicionista sobre o que sucede ao Estado durante uma viagem do governador o que legitimaria opiniões que o governo atrapalha o desenvolvimento do Paraná. Pois é justamente o contrário.
As Vilas Rurais, cuja exposição na sede do Banco Mundial, em Washington, será aberta no próximo dia 10 de julho, é palco para a difusão da experiência paranaense, e especialmente da administração Jaime Lerner, de uma nova abordagem para a fixação do homem na terra. Já estão implantadas 358 Vilas Rurais, em 272 municípios, beneficiando 13.753 famílias, além de mais 41 vilas em obras e 101 em fase de projeto. Em setembro, a exposição será mostrada à Europa, na sede da Unesco, em Paris.
O investimento nas Vilas Rurais já supera R$ 187 milhões, parte dos recursos com financiamento do Banco Mundial e parte com contrapartida do governo do Estado. A cada seis dias, uma Vila Rural foi entregue a famílias de trabalhadores rurais volantes, um segmento que sempre esteve esquecido nas ações governamentais das administrações anteriores.
A verdade é inquestionável. Muitos dos avanços da política de industrialização e de projeção internacional do Paraná, cujos programas de desenvolvimento urbano e de combate à pobreza no campo são referências mundiais, atestadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Banco Mundial, são decorrentes de viagens do governador.
Qual brasileiro não teria orgulho em ser convidado para abrir uma assembléia geral da Organização das Nações Unidas, como já sucedeu com o governador Jaime Lerner? Que seria da nossa política de industrialização se o governador não tivesse se empenhado pessoalmente em atrair empresas emblemáticas, como a Renault, a Argos, a Dixie Toga ou a Continental Pneus?
Os investimentos privados de R$ 25,3 bilhões nos últimos seis anos e meio asseguraram o mais vigoroso projeto de crescimento econômico no Brasil, desde o advento do Plano Real. Os empregos estão aí para comprovar o que, em outros tempos, não passaria de discurso.
A crítica fácil é o argumento dos desprovidos de perspectiva, de quem não vê que o Paraná diversificou a sua economia nos últimos seis anos e que o Estado ostenta hoje alguns dos melhores indicadores socioeconômicos do País.
- DEONILSON ROLDO, coodenador de Imprensa do governo do Paraná, Curitiba
Multa forjada
Jamais possui um telefone celular. Apesar disso, a Prefeitura de Londrina insiste, apoiando-se em um auto de infração claramente desonesto, em me assaltar financeiramente, tentando me extorquir, baseada em um papelzinho unilateral, escrito por alguém que evidentemente forjou um ilícito impossível. Já recorri à CMTU, que é de onde veio esse fato insultuoso, e naturalmente, por via de um ato ilícito dela, envolveu-me com o Conselho Estadual de Trânsito. Neste recurso, exigi que ocorresse uma acareação direta entre o fiscal que me assacara um fato inexistente, na qual iria também minha esposa, que estava comigo na data e hora referidas no auto. É evidente que esse é um direito elementar.
Sei que o fato pertence a uma administração anterior, mas me choca que a atual CMTU continue acobertando esse ilícito claramente truculento e extorsivo. Nunca tive celular, e possivelmente não saberia manipular um aparelho desses, assim como minha mulher, que voltava para a minha casa ao meu lado. Evidentemente, sendo neurologista, sei dos absurdos em se usar celular e dirigir ao mesmo tempo, e sigo com preocupação as estatísticas de acidentes desse tipo. O que jamais me ocorreu, foi imaginar que um dia fosse acusado desse tipo de irresponsabilidade.
Seria a hora de nossos promotores pedirem ao público informes sobre quantos achacamentos do tipo existem. Pergunto ao prefeito Nedson qual seria a sua atitude se fosse acusado de algo que não fez. Exigi em minha defesa inicial que a CMTU abrisse meu sigilo telefônico e localizado o episódio inventado pelo seu fiscal, mas ele fugiu disso. Como o erro é dela, em que planeta o erro pode prevalecer sobre o certo?
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico, Londrina
Controle
O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar concluiu a análise da vigilância epidemiológica do ano de 2000, apresentando dados positivos. A taxa média global de infecção foi de 8%, avaliada no Primeiro Estudo Brasileiro da Magnitude da Infecção Hospitalar, do Ministério da Saúde, em 1995. A topografia predominante foi pneumonia (24%), seguida de Sepse (21%), infecção cirúrgica (20%), infecção urinária (14%) e outras. Essas topografias se assemelham aos dados da literatura internacional, ressaltando que se chegou a um status que exige mais esforços e dedicação de toda a equipe hospitalar para redução expressiva dessas taxas.
Comparando com índices registrados no ano de 1999, houve redução de 8% das taxas gerais de infecção hospitalar, permanecendo a mesma distribuição topográfica. O Programa de Controle de Antimicrobianos, cujo objetivo principal é nortear o uso racional dessas drogas, também demonstrou claramente que o custo mensal com essa aquisição representava anteriormente 28% no universo dos medicamentos, reduzindo para 19%.
Parabéns aos profissionais de saúde, pois o seu trabalho reflete nesses índices positivos, uma parceria consciente quanto à qualidade assistencial e controle de infecções hospitalares.
- MARTA FRANCISCA DE FÁTIMA FRAGOSO, médica e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba
Charges
A respeito do chargista Ivo Akio: trata-se de um melhores do Brasil. Conheço o trabalho de vários artistas da área e, por isso, quero parabenizar a Folha, da qual sou leitor assíduo, por ter, entre tantos outros ótimos profissionais, este chargista, o qual ainda não tive a oportunidade conhecer pessoalmente. É impressionante como Ivo consegue produzir diariamente charges tão inteligentes, engraçadas e oportunas. Ivo poderia trabalhar em qualquer revista ou jornal do País, o que espero que não aconteça, senão o perderíamos. Fico imaginando o festival de charges incríveis que Ivo produzirá no ano que vem, que será ano eleitoral e também de Copa do Mundo.
- MAURO RODRIGUES CORDEIRO, Londrina
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