'Lei não colou', segundo a CMTU
Outra lei não cumprida em Londrina é a 4.975, criada há exatos dez anos pela vereadora Iracema de Melo Mangoni e que obriga os Pólos Geradores de Tráfego (PGTs) a oferecerem seguro contra furto e roubo aos clientes que utilizam o estacionamento. A determinação seria oferecer o benefício para espaços com, no mínimo, 50 vagas, mas o que a população encontra em diversos pontos da cidade são placas informando que a empresa ''não se responsabiliza por furtos ou danos materiais ocorridos dentro do estacionamento''.
A CMTU informa que não há fiscalização nestes casos porque ''a lei não colou''. ''Quando uma lei contrapõe usos e costumes, ela não tem eficácia. Temos outros casos semelhantes'', comenta o presidente da CMTU, Wilson Sella, destacando que a determinação seria uma dificuldade e um custo a mais para o empresário, já que teria que haver mais segurança e controle dos veículos que transitam nos estacionamentos.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequech, também concorda com a afirmação de Sella, mas destaca que a Constituição garante o ressarcimento financeiro em casos de roubo. ''A empresas oferecem estacionamento gratuito, emissão de cartões de controle e guaritas vigiando entradas e saídas. Mesmo assim, sabem que um cliente pode ganhar a restituição na Justiça. Mas, e quanto a Zona Azul, que cobra pelo estacionamento em locais públicos e não garante qualquer segurança aos veículos?'', questiona Dequech
A Zona Azul é mantida pela Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), entidade filantrópica que cobra R$ 0,60 por hora dos veículos estacionados nas principais ruas da cidade.





