Um comitê de legisladores não encontrou qualquer informação que poderia ter prevenido os serviços de inteligência sobre os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, segundo informou no final do mês passado o jornal The Washington Post. ''Até onde sei, não há fumaça de pistola (pistas)'', afirmou ao jornal o senador democrata Evan Bayh, um dos membros do Comitê Bicameral, depois de seis meses de investigação de toda a informação de inteligência em seguida aos atentados contra as torres do World Trade Center e o Pentágono. Os legisladores concluíram que, sem prova alguma que demonstre a existência de uma falha, era melhor concentrar-se em identificar os problemas sistemáticos nos serviços de inteligência dos Estados Unidos, assinalaram os membros do painel.
''Agora precisamos estabelecer e nos concentrar até onde podemos ir'', afirmou o senador. ''Espero que estejamos em vias de abandonar (a tendência) de buscar um culpado ao invés de nos concentrarmos nos problemas sistemáticos e nas retificações'', acrescentou. Alguns membros do comitê, no entanto, alertaram que a investigação não é completa e que ainda podia ser encontrada alguma pista.
Essas investigações tiveram início depois da revelação de que o FBI (polícia federal) não havia investigado um informe de seu escritório de Phoenix, segundo o qual alguns terroristas estavam treinando em escolas de vôo nos Estados Unidos.
O FBI ficou de novo no banco dos réus quando vazou para a imprensa a informação de que seu escritório em Minneapolis, Minnesota, bloqueou uma petição para revistar o computador de Zacarias Moussaoui, o chamado sequestrador número 20, preso antes dos ataques de 11 de setembro.

mockup