Lavagem de dinheiro
As investigações da Operação Publicano têm revelado grandes esquemas montados pelos auditores fiscais da Receita Estadual para lavar parte do dinheiro arrecadado por meio de esquema de cobrança de propina de empresas e sonegação de impostos. As ações, reveladas até agora, tinham como alvo a compra de imóveis em Balneário Camboriú (SC), indenizações fictícias e utilização de uma importadora de artigos de decoração. As informações foram obtidas por meio de acordos de delação premiada com alguns réus.
A delação premiada é instituto previsto em lei. Embora polêmica, não se pode negar sua efetividade quando esquemas como esses são revelados. São detalhes importantes que talvez não se tornariam públicos sem esses depoimentos. Além da punição prevista aos infratores, é importante que os promotores trabalhem efetivamente para a devolução do dinheiro desviado em favor do Estado. Esses recursos têm que retornar aos cofres públicos porque pertencem a toda a população e não podem continuar beneficiando algumas poucas pessoas.
A Operação Publicano conseguiu desmontar um grandioso esquema de corrupção que durou por décadas. Milhões de reais foram perdidos dinheiro que poderia ter sido investido em escolas, hospitais e em obras de infraestrutura. Além disso, mostrou o envolvimento de muitos outros profissionais também empenhados na continuidade e na "legalização" da ação.
É importante que os crimes de "colarinho branco" sejam punidos. A sociedade não pode continuar a assistir passivamente a sangria dos cofres públicos sem que nenhuma atitude contrária seja tomada. A corrupção é um mal que tem que ser extirpado e não pode mais ser tolerada. A população tem que se unir para exigir a punição dos responsáveis e a efetiva devolução dos recursos desviados.





