Lavagem de dinheiro
O crime de lavagem de dinheiro nunca esteve tão em evidência no Brasil. Diretamente ligada à corrupção e ao tráfico de drogas, essa ação resulta em uma prática perversa que causa prejuízos irreparáveis à sociedade como um todo. O princípio básico é legalizar recursos obtidos por meios ilícitos, escondendo a sua verdadeira origem.
A boa notícia aos brasileiros é que o monitoramento a esse tipo de crime também tem aumentado. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (órgão vinculado ao Ministério da Fazenda) aponta que, em dois anos, houve crescimento de 200% na emissão de documentos que indicam transações financeiras suspeitas ou sem comprovação. O Paraná aparece em quinto lugar no ranking dos Estados que mais geram relatórios, atrás do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As notificações estão diretamente relacionadas ao Produto Interno Bruto de cada unidade da federação.
No entanto, tão importante quanto investigar e punir os envolvidos nessa prática é fazer com que ocorra a devolução do dinheiro desviado. Dados do Ministério Público indicam que entre 2007 e 2013 cerca de R$ 20 bilhões provenientes de lavagem de dinheiro foram recuperados. No entanto, há o sentimento entre a população de que os envolvidos podem até ser punidos, mas raramente o dinheiro retorna aos cofres públicos. E esse cenário precisa ser modificado. A partir da punição que parece ser prejudicada devido aos excessos de recursos possíveis o que gera a morosidade judicial e da devolução do dinheiro é que esse tipo de crime pode ser reduzido.
Além da prisão dos "mensaleiros" e da Operação Lava Jato, os brasileiros precisam voltar a acreditar na Justiça. Os chamados "crimes de colarinho branco" têm que ser perseguidos implacavelmente e não podem mais ficar impunes. A sociedade precisa de uma resposta e da segurança de que a Justiça é de fato igual para todos.





