A expressão contida no título acima pode ser aplicada na prática, porque, no caso de Londrina - infestada dessas aves - um varredor da prefeitura que cuida do bosque hospedeiro delas recomenda que se ilumine efusivamente o local, como forma de espantá-las quando elas se recolhem para dormir. Ele diz que em Curitiba boa parte de problema idêntico foi resolvido assim. Esta é uma das muitas propostas já apresentadas para tirar essas pombinhas da área urbana, especialmente do bosque central, porque elas já se converteram em grave risco de saúde pública.
Não há mais como contemporizar, porque esse ponto da cidade (citando-se apenas o mais contaminado) é um foco de fezes esparramadas pelas calçadas e vias internas e que se convertem em pó, que pode causar doenças ao ser inalado. O infectologista Jan Stegmann diz que as fezes das pombas são alimentos para os fungos, prejudiciais à saúde humana. Os mais propensos são os que têm baixa imunidade e os portadores de Aids e câncer. Outros males possíveis são pneumotite, meningite, problemas nos ossos, nos rins e pulmões. Além disso o mau cheiro é insuportável, principalmente depois das chuvas.
O poder público é favorável ao sacrifício dessas aves, mas para isso precisa de licença, e também enfrenta a reação dos ambientalistas. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente opina que, em face da situação, nem seria preciso autorização do Ibama. Há um reconhecimento oficial de que o problema é grave. Se na cidade as pombas oferecem risco à saúde das pessoas, na agricultura - onde ficam durante o dia - elas comem as sementes plantadas. Essas pombinhas, assim como os pombos, símbolos da paz, são um transtorno.
Deduz-se que a opinião pública - que também tem vozes contrárias - é favorável ao extermínio, porque a população dessas aves tem aumentado. Elas não se concentram apenas no bosque preservado no centro, mas estão em todo o lugar e em todas as árvores da cidade, onde fazem seus ninhos. Há os que defendem que a matança não as eliminará, porque elas se reproduzem rapidamente, e recorrem ao argumento de culpar o homem, que destruiu as matas e as capoeiras e assim foi extinguindo os predadores naturais, como os gaviões.
Na natureza, a presença de todas as espécies animais, como era no princípio, mantém o equilíbrio do ecossistema. Mas agora que o mal está feito - e nestes tempos em que a humanidade se apavora com os alertas sobre o aquecimento global - a infestação das pombinhas faz parte desse macro problema ambiental. Não existe uma opinião de consenso sobre o que fazer com elas, mas alguma coisa precisa ser feita.

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