Lago Igapó
Por que não, nesse momento tão delicado pelo qual o Lago Igapó atravessa, plantar ilhas?
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terça-feira, 24 de junho de 2025
Por que não, nesse momento tão delicado pelo qual o Lago Igapó atravessa, plantar ilhas?
José Carlos Monteiro 
A prefeitura diz não ter dinheiro para levar adiante as obras no Lago Igapó. Por que não procurar outras alternativas? Uai!
Penso que o mais difícil já foi feito na época do prefeito Sr. Antônio Fernandes Sobrinho. Projeto e concepção da obra dos engenheiros José Augusto de Queiroz e Amílcar Neves Ribas. Projeto de 1957. Inauguração 10/12/1959. Até aqui tudo bem.
Mas, eu pergunto: e agora José?
Lago assoreado e com vazamentos. Será que o sempre foi lindo deixará de sê-lo? Não! Penso que não.
Ontem estive na região circunvizinha da prefeitura de Londrina e às margens do lago eu passei a visualizar, imaginariamente, várias ilhas espalhadas sobre o leito daquelas águas paradas e calmas. Contrastando com o azul do céu refletido no espelho das águas, o verde paisagístico das ilhas devidamente arborizadas e bem cuidadas. Uma beleza sobrepondo a outra.
Pensei: como desassorear? Retirar todo e entulho, que ao longo e ao largo, foram sendo trazidos pelas enxurradas carregadas de terra, areia e restos de construções dos bairros adjacentes. Seria, no mínimo, uma loucura.
Primeiro: quantos milhares de caminhões para transportar toda a lama?
Segundo: como atravessar a cidade, qual o trajeto com caminhões carregados e derramando essa lama ou chorume, causando sujeira e poeira?
Terceiro: como reagiria a população com tanta sujeira de lama e depois poeira?
Quarto: onde depositar todos esses resíduos. Isso geraria sérias polêmicas e politicamente não seria nada bom! Desgastante demais. E todo prefeito, ou quase todos, de primeiro mandato, pensam em reeleição.
Tive uma ideia maluca que talvez possa ser uma solução, ou uma tentativa economicamente viável para o poder público: Estudar uma parceria com as construtoras, a Associação Comercial e Industrial, enfim, a sociedade dentro das suas condições e segmentos para construir com o excesso de terra do canal, várias ilhas espalhadas sobre leito das águas.
Seria uma novidade como foi, à época, deparar com aquelas águas azuis contornando a cidade. Então, colori-la-emos com o verde das belas decorações e paisagismo. Ficaria lindo. Imagine?
O maquinário e a mão de obra são questões a serem estudadas entre empresas e o poder público.
Londrina, com tantas construtoras de grande porte e reconhecidas internacionalmente e que amam a cidade. Pois, com o bom gosto de seus engenheiros e arquitetos, mudaram para melhor o visual da cidade plantando os seus belos e modernos edifícios. Por que não, nesse momento tão delicado pelo qual o Lago Igapó atravessa, plantar ilhas? Penso que será um complemento desse amor por Londrina e pelo lago que trouxe magia ao povo e ao local como um cartão-postal, também, reconhecido internacionalmente.
Penso que é mais fácil amontoar e esparramar a terra ali mesmo, no lago, formando ilhas, do que transportá-la para longe.
Para cada local do lago e na sua largura, um tamanho proporcional de ilha. Isso para não sobrecarregar o visual. Pode erguer até a dois ou mais metros de altura e nos taludes laterais deitar o gramado e depois trabalhar no paisagismo. Nos natais pode instalar em uma ilha de melhor acesso a tradicional árvore de natal. Enfim; dá para se pensar em inúmeras belas obras. Por isso, como já disse, Londrina pode contar com os formidáveis engenheiros e arquitetos na ponta do lápis do esquadro e da prancheta.
Navegaremos juntos pelo remanso das águas, na primeira ilha e à sombra das árvores, vamos ler um bom livro, contemplar a cidade por outro ângulo, onde a tristeza nunca vai chegar.
Não é de se pensar em cuidar do que o Antônio Fernandes fez, Sr. Tiago Amaral?
José Carlos Monteiro, aposentado, de Rolândia.


