São Paulo – Dois ladrões presos ontem pela Polícia Civil confessaram ter participado da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Deram detalhes de como tudo ocorreu mas, para os policiais, apenas a confissão não é o suficiente para encerrar o caso. ‘‘Ainda é cedo. Não tenho segurança. Estamos atrás de provas técnicas’’, declarou ontem o delegado-geral, Marco Antonio Desgualdo.
Policiais da Delegacia de Roubos a Bancos, do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), após denúncia, localizaram cinco homens apontados como envolvidos no assassinato de Daniel. Dois deles começaram a dar detalhes que chamaram a atenção dos investigadores chefiados pelo delegado Ruy Ferraz Fontes. Somente quem participou da perseguição à Pajero em que estava o prefeito poderia saber daquelas informações. Os outros três foram excluídos das apurações mas continuam detidos pois fariam parte da quadrilha. Os dois homens teriam confessado ao delegado Ferraz Fontes que o objetivo do sequestro era conseguir dinheiro, mas ignoravam que estavam levando o prefeito de Santo André para o cativeiro. Teriam decidido matá-lo por causa da repercussão do crime.

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