São Luís - O juiz da 2 Vara Federal do Tocantins, Alderico Rocha Santos, rejeitou ontem o pedido de abertura de processo penal contra a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PFL), acusada de envolvimento nas fraudes na concessão de financiamento da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para a Usimar Componentes Automotivos. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal que denunciou Roseana e outras 25 pessoas por estelionato, peculato e formação de quadrilha no dia 19 de julho.
''A justiça está começando'', declarou Roseana. A ex-governadora disse que aguarda receber em mãos o despacho do juiz para se pronunciar através de uma nota ''dirigida ao povo brasileiro'', em que reiterará sua inocência e a de todos os membros do seu governo. ''Não há nada contra a gente'', afirmou. ''A pior coisa é ser vítima de injustiça, mas está começando a ficar provado que não há nada contra mim. Eu sou inocente'', desabafou.
Roseana Sarney disse que prefere não pensar agora nas perdas políticas causadas pelas denúncias de seu envolvimento com desvio de recursos da Sudam. Ela abandonou a pré-candidatura à Presidência, pressionada pela denúncias sobre o caso. ''Não quero saber de vingança'', afirmou. A ex-governadora sinalizou que a decisão da Justiça deixa uma porta aberta para uma futura candidatura presidencial.
O projeto Usimar é considerado o maior desvio de recursos da Sudam. Recebeu R$ 44 milhões, mas nunca funcionou de verdade. O Ministério Público considerou que havia indícios de envolvimento direto da ex-governadora e de parte do governo para a aprovação do projeto. A Justiça Federal considerou que não há o mínimo de indício desse envolvimento no caso de Roseana Sarney e do ex-gerente adjunto de Planejamento Arnaldo Lopes Silveira. Mas acatou a denúncia contra o ex-gerente de Planejamento Jorge Murad, marido de Roseana, e Alexandre Rizzoto Falcão, ex-subgerente de Indústria e Comércio.

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