Justiça federal sequestra bens do ex-secretário de Fazenda de Maringá
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terça-feira, 12 de novembro de 2002
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá - O juiz federal da Vara Criminal de Maringá, Edvaldo Mendes da Silva, nomeou ontem a Prefeitura de Maringá como fiel depositária de três colheitadeiras compradas pelo ex-secretário municipal de Fazenda, Luiz Antônio Paolicchi. As máquinas estão em uma fazenda de Nova Mutum (MT). O juiz federal também determinou o sequestro dos valores oriundos de locações de dois apartamentos e da renda de uma fazenda em Três Lagoas (MS). Todos os bens foram comprados com dinheiro desviado pelo ex-secretário da Prefeitura de Maringá.
O município pretende requerer a administração dos bens. Um apartamento está localizado em Maringá e outro no Balneário Camboriú (SC). Só o arrendamento da fazenda de Três Lagoas é estimado em mais de R$ 400 mil por ano. Segundo o procurador jurídico da Prefeitura de Maringá, Alaércio Cardoso, o município também vai pedir a venda em leilão das três colheitadeiras, a exemplo do que ocorreu com as duas máquinas do ex-prefeito Jairo Gianoto, também apreendidas e alienadas este ano, em favor da Prefeitura de Maringá.
O juiz determinou ainda a venda em leilão da Cherokee do ex-secretário. Paolicchi está preso desde dezembro de 2000, acusado de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Na Justiça federal, Paolicchi já foi condenado, em um dos processos criminais, a nove anos de prisão. A decisão judicial atende um pedido do Ministério Público Federal que solicitou a constituição da renda a favor do município para evitar, no caso das máquinas e do veículo, a deterioração e consequente desvalorização. Os bens sequestrados estão avaliados em torno de R$ 10 milhões e só serão liberados em definitivo para a prefeitura quando a ação transitar em julgado.
Paolicchi e o ex-prefeito Gianoto, também são parceiros em uma série de ações que pedem o ressarcimento de dinheiro na Justiça estadual. O valor dos pedidos passa de R$ 87 milhões, cujo dinheiro envolve a gestão de Gianoto (1997-2000) e duas gestões anteriores em que Paolichi figurava como diretor ou secretário da Fazenda. Desde o início dos processos, o município conseguiu reaver R$ 1.287.759,21.


