A Justiça Eleitoral de Bela Vista do Paraíso (40 quilômetros a norte de Londrina) iniciou esta semana investigação judicial eleitoral contra o prefeito eleito, Florindo Palú (PDT), o vice-prefeito João de Sena Teodoro (PDT) e o atual prefeito, Augusto Marques (PDT). O pedido foi feito pela coligação perdedora das eleições, União Municipal Trabalhista, formada pelo PPB e PTB, com base em denúncias de desvio e abuso do poder de autoridade.
O juiz Helder José Anunziato informou ontem que os três estão sendo notificados para apresentar suas defesas num prazo de cinco dias. ‘‘Não dá para fazer previsões sobre o prazo final para essa investigação, já que cada uma das partes pode arrolar seis testemunhas e, além de ouvi-las, necessitamos do parecer do Ministério Público’’, disse o juiz.
A coligação de Roberto Pimenta (PPB) perdeu a eleição para Palú por 214 votos. A assessoria jurídica de Pimenta juntou documentos e declarações de testemunhas que afirmaram ter recebido dinheiro público através da emissão de guias de assistência social, além de remédios, para votar no candidato pedetista. Há ainda a acusação de entrega aos eleitores de cédulas já preenchidas com voto em Palú.
Os advogados de Pimenta, Carlos Roberto Scalassara e Rita de Cássia Rezende, informaram que o pedido de investigação judicial eleitoral foi feito com base na Lei das Inelegibilidades. A Folha de Londrina tentou falar ontem com Palú, mas ele estava em Curitiba e não pôde ser localizado.
Em Engenheiro Beltrão (30 quilômetros ao norte de Campo Mourão), a coligação Mudança Total, derrotada nas eleições, também conseguiu que a Justiça Eleitoral autorizasse investigação judicial contra o prefeito eleito, José Dalpont (PMDB), seu vice, Antônio Pereira dos Santos (PSDB) e outras quatro pessoas, entre elas o atual prefeito, José Orlando Romeiro (PMDB). A acusação é de abuso de poder econômico e de autoridade. As denúncias vão desde compra de votos até doação de uma casa.

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