|
  • Bitcoin 148.759
  • Dólar 4,9085
  • Euro 5,2005
Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 25/02/2022, 15:44

Jubileu de Platina: 70 anos de fé e devoção

Os relatos dos pioneiros e os arquivos do Santuário contam que a construção da primeira capelinha foi realizada pelo pioneiro Benjamin Nalim

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Adriana de Cunto - Diretora de Redação
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

Setenta anos. Para uma cidade que tem 87, celebrar sete décadas é uma honra e uma conquista. E é exatamente o que o Santuário de Nossa Senhora Aparecida do Norte do Paraná, localizado na Vila Nova em Londrina, realiza. Comemoramos neste dia 1º de março nosso Jubileu de Platina, ou seja, 70 anos com paróquia. Entretanto, quando o primeiro padre, Beno Wernner, foi designado para a capelinha na Vila Nova, nesta data em 1952, o espaço já funcionava desde 1940. A fé do povo na padroeira do Brasil já era uma realidade presente no bairro.

Os relatos dos pioneiros e os arquivos do Santuário contam que a construção da primeira capelinha foi realizada pelo pioneiro Benjamin Nalim porque uma de suas filhas estava doente. Ele prometeu que, se ela melhorasse, construiria a capela em honra a Nossa Senhora Aparecida, de quem era devoto, em um de seus terrenos no bairro. A filha melhorou e ele cumpriu a promessa. Inclusive, o pioneiro foi até o Santuário Nacional, em Aparecida, buscar imagens da santa e outros adereços religiosos para adornar o espaço. A inauguração foi no dia 11 de maio de 1940, conforme relato da imprensa da época. E a capela se transformou num ponto de referência de fé e devoção.

Veja outros artigos de opinião: 

A verdade sobre a lei das universidades

A democracia e a política em curso

Naquele tempo, Londrina só tinha a Igreja Matriz, com um padre titular, ligada ainda à Diocese de Jacarezinho. E outras duas capelas foram surgindo: a dos distritos do Heimtal e da Warta. Em 1943, a comunidade criou uma comissão para construir uma igreja maior. Havia atividades como a oração do terço e a celebração de missas, pelo menos uma vez por mês. E os fieis se organizavam para a convivência em quermesses, jogos de futebol, entre outros compromissos. A comunidade crescia à medida que o bairro se desenvolvia. E ajudava a tornar a Vila Nova referência na cidade.

Em 1952, o padre Beno Wernner foi designado para a Vila Casoni, que ficava ao lado da Vila Nova. Como lá não havia igreja construída e havia obstáculos das leis de urbanização da época para uma nova construção, então o sacerdote foi enviado à capelinha da Vila Nova. A comissão de construção do novo templo estava avançada e logo surgiu um novo espaço, com chão de cimento. Ao longo desses 70 anos, passaram pelo local, muitas e muitas pessoas: padres, fieis, paroquianos, autoridades civis e religiosas...

Em 1997, o arcebispo Dom Albano Cavalin elevou a paróquia a Santuário. Tanto que, no final de 2022, celebramos ainda outro jubileu: o de Prata, pelos 25 anos como Santuário. O importante nessa história toda é poder vivenciar e testemunhar a grande devoção que o povo londrinense tem a Nossa Senhora Aparecida. Uma devoção que ultrapassa fronteiras físicas e chega a muitos lugares no Brasil e no mundo. Do Santuário londrinense, pelas mídias sociais. E, mesmo assim, a história se mantém viva no bairro. Isso porque muitos pioneiros ainda estão vivos, alguns deles frequentando o Santuário.

A fé na padroeira do Brasil, que já existe há mais de 300 anos, vive Londrina através do Santuário. É onde as pessoas vão pedir e agradecer, onde fazem e cumprem promessas, onde ascendem velas e deixam objetos na sala de promessas. É a Casa da Mãe, sempre de portas abertas para receber os peregrinos, os angustiados, os agradecidos, os filhos em busca do colo materno. Seja nas missas e celebrações, nos projetos e atividades sociais, nas reuniões pastorais: não importa qual seja o motivo, há 70 anos o Santuário de Nossa Senhora Aparecida está ali para acolher a cada um que vier.

Preservar a história e deixa-la registrada são coisas importantes para a memória de um povo, de uma cidade. Por isso, repetimos sempre os feitos de nossos pioneiros, sem os quais não existiríamos hoje. Louvado seja Deus por arregaçarem as mangas e construírem o nosso templo de fé e devoção! Que Nossa Senhora Aparecida sempre os acolha!

Padre Rodolfo Trisltz, pároco e reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida do Norte do Paraná, na Vila Nova em Londrina.

Os artigos, cartas e comentários publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Folha de Londrina, que os reproduz em exercício da sua atividade jornalística e diante da liberdade de expressão e comunicação que lhes são inerentes.
COMO PARTICIPAR| Os artigos devem conter dados do autor e ter no máximo 3.800 caracteres e no mínimo 1.500 caracteres. As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação.| As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. | ENVIE PARA [email protected]