Jovens erram mais sobre política e economia
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segunda-feira, 05 de janeiro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os programas de trainees das grandes empresas são uma das melhores formas de jovens recém-formados entrarem no mercado de trabalho pela porta da frente. As vagas disponíveis são compatíveis a cargos de gerência, com bons salários e chances de crescimento e aprendizagem. Mas a oportunidade não vem facilmente. Os processos seletivos são longos e criteriosos, com provas exigentes e etapas que envolvem dinâmicas e entrevistas. O futuro empregador acompanha todos os testes a que os candidatos são submetidos. Por isso, é preciso estar preparado.
De acordo com a gerente de Talentos do Grupo Foco, Renata Schmidt, é sempre alto o número de inscritos nas seleções e a grande maioria deixa a desejar. Pesquisa feita pela empresa indica que os jovens brasileiros acertam mais perguntas sobre esporte e cultura e erram questões referentes a economia e política. ''A justificativa geral é a falta de tempo'', avalia.
Ela comenta que, independente da formação acadêmica, são constantes os erros de português, de gramática e pontuação, e os erros em questões envolvendo lógica e raciocínio. Para as seleções que a empresa de recursos humanos promove, nunca são feitas duas provas iguais, por isso a necessidade da constante atualização.
Renato Britiz Villalba, 22 anos, foi aprovado na nova turma de trainees da América Latina Logística (ALL). Formado em Química pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2007, foi a segunda vez que fez os testes. ''Como sabia que era isso que eu queria, procurei melhorar meu currículo fazendo cursos e viagens, o que foi percebido pela empresa como parte do perfil procurado'', conta.
Ele melhorou o seu inglês com um curso do idioma voltado para a área de negócios e morou um período em Londres. Mas nem por isso deixou de estar atento às atualidades do seu país, lendo sobre economia e política e estudando a fundo a empresa onde gostaria de trabalhar. ''Acho que vai desde a faculdade. Se a pessoa sabe que quer ir para essa área, tem que fazer cursos extra-curriculares diversos além de dominar o inglês e, de preferência, uma terceira língua'', conta.
Conhecer a empresa é peça fundamental nas diversas etapas das seleções. ''Como a maioria dos candidatos faz teste para várias empresas, o empregador quer saber quem realmente quer trabalhar ali. As informações estão disponíveis na internet no site da companhia, no Google, em notícias. Tem que saber o perfil da empresa, quem são os membros da diretoria, os investidores'', recomenta Renato, que, vindo de Presidente Epitácio (SP), agora passa por um período de treinamento de viagens.
Renata Schmidt lembra que, nas seleções, não existe uma fórmula mágica ou um perfil padrão procurado pelas firmas. ''Para cada vaga é feita uma avaliação diferente. Mas, mesmo assim, conhecimentos gerais, da área desejada, sobre a empresa e, no mínimo o conhecimento do inglês são fundamentais para qualquer seleção'', conclui.


