José Luiz tem 2,5 anos e mama três vezes durante a noite para retomar o sono. Todas as vezes que os pais tentaram modificar esse hábito desistiram diante da crise de nervos do menino, que grita, se joga e bate a cabeça no chão querendo mamar. Desde pequeno, teve maus hábitos de sono, e quando começava a dormir melhor, teve uma recaída por causa da chegada da irmã. A mãe, Tatiany Pontes Miola, não sabe o que fazer e se resigna a atender o filho durante as madrugadas.
Quando era bebê, José Luiz mamava no peito uma ou duas vezes por noite e dormia na cama dos pais. Isso se prolongou até um ano e meio. Foi quando Tatiany descobriu que estava grávida, passou mal e teve que ser hospitalizada. José Luiz teve que deixar o peito da mãe repentinamente e recusou a mamadeira. Os pais davam iogurte de colheiradas durante a madrugada, quando ele acordava. Para que ele pegasse no sono, chegaram a criar o hábito de levá-lo para dar uma volta de carro. Nem isso funcionou, pois com o tempo ele despertava na volta para casa.
Depois de algum tempo, aceitou a mamadeira e começou a estabelecer um bom padrão de sono. Dormia às 22h30, acordava às 6h30 para mamar e voltava a dormir até 8h30. ‘‘Foi tão bom aquele período’’, suspira a mãe. Foi quando a irmãzinha Emily nasceu e José Luiz sofreu uma nova regressão no aprendizado do sono. A mãe vai e volta tantas vezes de um quarto para outro que, não raro, acaba ficando na cama do filho no final da noite. ‘‘Às vezes ele dorme e vou saindo de mansinho, mas ele acorda chorando e pedindo para eu ficar’’, conta.
Tatiany diz que não quer errar de novo com Emily e conta que, felizmente, ela já dorme a noite inteira, no berço. ‘‘Mas às vezes deixo ela chorar um pouquinho’’, diz.

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