Um jornal não serve apenas para publicar notícias. Qualquer veículo de comunicação tem o papel de provocar debates visando a busca de solução para problemas predominantes nas comunidades em que está presente. A pesquisa feita anualmente pela Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) é um importante termômetro do cumprimento dessa função social.
Em sua 12ª edição e com base no ano de 2001, a pesquisa, cujo resultado a Folha publica na edição de hoje (página 10 do Primeiro Caderno) traz resultadores alentadores, conforme publicação da Andi que circulou agora em março. Graças a um trabalho jornalístico sério e comprometido, alguns jornais brasileiros ultrapassaram as barreiras do silêncio e despontam na publicação, denominada ‘‘Infância na Mídia - Grito dos Inocentes’’, como estandarte dessa causa.
E a Folha de Londrina é destaque. Aparece em primeiro lugar no ranking dos veículos de comunicação que mais evoluiram no ano passado na qualidade das reportagens que tratam da violência contra os menores, com 48,1 pontos, deixando no rastro outros jornais de circulação nacional importantes e disparadamente a frente de publicações paranaenses também reconhecidas.
Em outro ranking obtido na mesma pesquisa da Andi, a Folha de Londrina aparece em sétimo lugar em quantidades de reportagens que tratam de problemas relacionados aos menores. Nessa classificação, a Folha fica atrás do Correio Brazilisense – o líder do ramking –, O Liberal (PA), A Crítica (AM), Jornal de Brasília (DF), A Tarde (BA) e Folha de S. Paulo.
Os dois resultados, tanto o quantitativo quanto o qualitativo, são frutos das análises científicas dos pesquisadores da Andi, durante o período de um ano, de jornais de grande expressão que circulam no País. São 49 títulos de 23 Estados brasileiros.
E o mais importante, conforme a Andi, é que no ranking liderado pela Folha os critérios de classificação incluem o tratamento do tema de ‘‘forma reflexiva e menos pautada nos Boletins de Ocorrência das Delegacias de Polícia’’, a presença, nas reportagens, de causas das exploração e do abuso, ‘‘mesmo quando o foco foi uma violência específica’’, e a apresentação de soluções para as causas da exploração e do abuso. O apelo ao sensacionalismo é condenado e resulta em perda de pontos para os jornais avaliados.
A equipe editorial da Folha tem o seu comprometimento e a sua seriedade reconhecida por uma importante Ong. E, não por providência, mas por fazer parte de seus objetivos, publica hoje, em sua página 11 (Primeiro Caderno) sequência de reportagem que trata da violência. Este é o nosso papel.

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