Os boletins de ocorrências policiais são bons termômetros para avaliar a sociedade. Infelizmente. Porque mostram o índice de violência em grau, em tipo e em número e, de certa forma, alertam a sociedade para que medidas de precaução sejam adotadas. Os casos de assaltos praticados dentro de ônibus urbanos, por exemplo, adquirem, atualmente, uma dimensão que parece fugir do controle das autoridades. Esse tipo de crime sempre existiu, mas sua incidência aumentou nos últimos meses. Na semana passada, a Folha de Londrina colocou uma equipe de jornalismo dentro de um coletivo e repórter e repórter-fotográfico acompanharam usuários por bairros onde os assaltos são mais frequentes. É claro que, à luz do dia e com os profissionais se apresentando como jornalistas, nenhum flagrante foi feito. E nem era essa a intenção. O que se propunha – e esse objetivo foi alcançado – era conversar com as pessoas que dependem dos ônibus urbanos como meio de transporte, consultar funcionários da empresa concessionária da linha e mostrar, principalmente, que as pessoas simples que habitam essas localidades e alvos dos assaltantes precisam, urgentemente, de providências. É o papel social da imprensa, que a Folha cumpre e, assim, mobiliza as autoridades, neste momento em que o 45º assalto a coletivos urbanos foi registrado, ontem, desde o início do ano.

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