Jornal continuando a mais confiável das mídias
O jornal não perde a hegemonia de ser a mais confiável das mídias, e esse fenômeno não é apenas brasileiro mas mundial. Em 2008 não foi diferente, conforme pesquisa do Grupo CDN, agência de serviços de comunicação e relações públicas de São Paulo. As pessoas consultadas foram 600 executivos que ocupam cargos de liderança em médias e grandes empresas. Isto acontece mesmo com o avanço da internet como meio de consulta de notícias e informações. O jornal (e este não é um dado da pesquisa) parece ser uma espécie de confirmação de tudo o que se ouve no rádio e se vê na televisão e nas infovias.
Os números de agora confirmam os de 2003 e 2005, e obviamente todos aqueles executivos que opinaram são usuários da internet, mas não dispensam o jornal nas suas atividades, e esse meio é prevalecente nas decisões empresariais. O fato de o jornal conter ''matérias consistentes e esclarecedoras e contar com um corpo de profissionais capacitados'' pesa nessa preferência. Segundo esse estudo, o jornal ganha da mídia eletrônica e inclusive das revistas.
A importância do fato é que ''os executivos consultados são formadores de opinião e, como tal, têm enorme preocupação em repassar informações para os públicos que lideram'', afirma o grupo pesquisador. Segundo essa fonte, cerca de 70% dos consultados tomam decisões de mercado tendo como base as notícias e outras informações dos jornais, e mudam de opinião sobre fornecedores e negócios a partir do que é publicado. É também revelação da pesquisa ''que o grau de credibilidade dos anúncios em jornal é alto''. Na maioria dessas publicações o espaço editorial - notícias, opinião, serviços - é quatro vezes superior ao destinado aos anunciantes. E se for levado em conta que anúncio também é informação, todas as páginas resultam informativas.
Ademais um texto de jornal pode ser guardado como arquivo, para consulta posterior, embora as gravações da mídia eletrônica também o permitam, mas o que já está impresso possibilita isto com mais facilidade. Está evidente que, mesmo que o uso da internet seja cada vez mais frequente, pela popularização do computador, o jornal ainda prevalece como meio de leitura regular e de consulta. E isto também aumenta a responsabilidade dos agentes do jornalismo impresso pelo peso da letra de fôrma na indução dos leitores.





