O crescimento do mercado de jogos eletrônicos em rede está fazendo a cabeça da meninada de Londrina. A febre das ''Lan Houses'', casas que oferecem as disputas de jogos de computador em rede com conexão de alta velocidade, modificou até mesmo a rotina de adolescentes entre 12 e 20 anos. São ao todo oito estabelecimentos, número que tem tudo para aumentar em curto prazo. As consequências da nova mania, que também estão dando dor de cabeça para os pais, também resvalam na esfera judiciária. Uma portaria registrada em outubro proíbe o acesso a adolescentes até 16 anos a lojas de jogos eletrônicos, sem a apresentação de uma autorização dos pais, com firma reconhecida.
As novas Lan houses querem se diferenciar dos chamados cyber cafés, estbelecimentos que oferecem os jogos junto ao serviço de lanches e loja de conveniência, e mesmo dos tradicionais e barulhentos fliperamas. Elas já tem um universo de cerca de 10 mil clientes cadastrados. São perto de 100 computadores em toda Londrina. Algumas lojas recebem mais de 100 pessoas por dia, a um custo médio de R$ 2,00 a hora. Seus proprietários argumentam que não estão comercializando bebidas alcoólicas, cigarros, e não permitem que menores de 15 anos joguem sem o consentimento comprovado dos pais. Vales-transporte não são aceitos como pagamento.
''As Lans tem esse perfil nos Estados Unidos, na Europa e na China e queremos levar a coisa a sério aqui também'', comenta Edson Machado, 38, dono da Lan Party e membro da Associação Londrinense de Lan Houses. A associação é recém-formada, e já congrega cinco lojas de Londrina. A mais antiga, a Sniper, surgiu em janeiro. A mais nova das associadas, a Rooster, na Rua Piauí, surgiu há pouco mais de um mês. Existem também novos empreendimentos na Avenida Saul Elkind, na Zona Norte, e na Avenida Tiradentes. Machado acredita que outras devem surgir em breve.
O primeiro objetivo é conseguir junto à Vara da Infância e Juventude critérios diferenciados de funcionamento. ''Os cyber cafés vendem cigarros e bebida alcoólica, assim como os fliperamas'', lembra Machado. ''Isto aqui é outra coisa, e se não houver cuidado sobre isso, vira bagunça''. Até mesmo os jogos são controlados. Embora o jogo preferido ainda seja o sanguinolento Counter Strike, há limite. As lojas da associação aboliram o GTA, jogo de extrema violência, em que um adolescente rouba, mata, espanca e usa drogas.

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