Bicicleta, boneca, computador, videogame, iPhone, iPad. As listas de presentes de crianças, adolescentes e adultos têm muitos objetos. Mas para algumas pessoas, os presentes mais valiosos não podem ser comprados. Para o garoto João Daniel de Barros, de 7 anos, o ''João Bombeirinho'', a alegria está em comemorar a data pela primeira vez fora de um hospital. O garoto de Maringá se recupera em Curitiba de um transplante de medula óssea realizado há dois meses. Por enquanto, a criança mora com a mãe na capital paranaense. Até que ele se recupere totalmente do procedimento, os dois não podem retornar a Maringá, pois as consultas e exames exigem retornos frequentes ao Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Depois que a criança receber alta do tratamento, poderá viajar para o Norte do Estado e voltar a viver com toda a família.
O primeiro Natal de João em casa deu direito a mimos que toda a criança adora, como uma árvore enfeitada e colorida. O garoto é um dos exemplos de superação que a FOLHA traz hoje, na edição de 25 de dezembro. Há famílias, como a do Bombeirinho, que têm a vida como melhor presente para comemorar. É o caso também da pequena Isadora, de Florestópolis, que nasceu com 810 gramas e hoje, aos sete meses, chegou aos 5,29 quilos.
Histórias como a de João e Isadora devem ser contadas para que as pessoas se lembrem que Natal significa muito mais que um presente embaixo da árvore e uma mesa farta de guloseimas e bebidas. No Brasil, que tem a grande maioria da sua população formada por cristãos, o Natal é a festividade mais celebrada. Porém, pouca gente para e reflete sobre a data, que deveria ajudar a promover a confraternização entre as pessoas, reencontro de amigos e familiares, tolerância e agradecimento.
É preciso lembrar que o verdadeiro anfitrião dessa festa é Jesus, o aniversariante. Hoje, feriado, é dia de refletir sobre os ensinamentos e mensagens que Cristo deixou para a humanidade.

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