Jardim Botânico ainda não saiu do papel
Muito discurso e muito material propagandístico editado. O Jardim Botânico de Londrina não evoluiu muito além disso e por ora é apenas projeto no papel. Alguém, por ironia, colocou à entrada do terreno a faixa ''Visitem Jardim Botânico Fantasma''. De quem é a culpa específica pelo não início das obras, não se sabe, mas a verdade é que não há uma previsão para isso. Uma primeira licitação foi cancelada, e já se vão 18 meses desde que ocorreu o lançamento oficial do empreendimento, em março do ano passado. ''Esse parque ecológico é de expressiva importância, se levado adiante'' - escreveu-se
neste espaço editorial, na ocasião.
Mas levada adiante, a obra não foi, porque estancou. O último boletim informativo do deputado Luiz Eduardo Cheida (idealizador do Jardim e que na ocasião do lançamento era Secretário do Meio Ambiente) fala como se esse empreendimento já parecesse uma realidade. Foto da maquete, em cores, retratos de políticos abraçando-se, e sorrisos. Esse projetado centro ambiental resulta de uma parceria da Secretaria do Meio Ambiente com o Instituto Agronômico do Paraná, que cedeu para uso 70 hectares de área; com a Pontifícia Universidade Católica; com a Associação Brasileira de Educação e Cultura, vinculada ao Colégio Marista e que doou 20 hectares; e com as famílias vizinhas, que doaram outros 20.
Projetos são assimiláveis pelo papel, mas daí à conclusão, as coisas são outras. Está escrito que ''será o maior centro de referência em botânica do País'', pelas palavras do ex-secretário, político de formação petista e agora no PMDB. O projeto é ambicioso e prevê investimento de R$ 32 milhões. Se o novo processo licitatório se realizar, e se tudo ocorrer dentro do previsto, o prazo estipulado para conclusão da obra é de 3 anos. Até lá já terá havido mudanças no Governo e não se sabe se esta não entre, também, na lista das obras que ficaram estancadas em Londrina ou foram lançadas sem previsão de como e quando serão edificadas.
A cidade já tem dois parques públicos de expressão - a Mata dos Godoy, que foi preservada pelos pioneiros Álvaro e Olavo Godoy e depois incorporada ao Instituto Ambiental do Paraná pelo governador Álvaro Dias; e o Parque Arthur Thomas. Um terceiro projeto é o do Parque da Pirambeira, ora anunciado pela Prefeitura. Destes, a mata dos Godoy está guardada mas o local não tem infra-estrutura para visitação pública e sem nenhum estudo nesse sentido; o Parque Arthur Thomas é pouco visitado; e o último é apenas uma projeção. Somando-se o projeto do Jardim Botânico, constata-se que há muito por fazer
nesse campo.





