Os sinais de uma retomada na economia continuam aparecendo a cada divulgação de balanço e apontam para o que todo mundo quer ouvir: o pior já passou. Na última semana, o setor do varejo anunciou que fechou 2017 com números positivos, após dois anos de queda. A alta ainda é pequena, de 2,0%. Não recupera a perda de 10,2% acumulada em 2015 e 2016. Especialistas sugerem que a tendência é de recuperação gradual. Só o fato de ter fechado no positivo, é um alívio. Cinco entre as oito atividades do varejo tiveram expansão em 2017. Móveis e eletrodomésticos foram os que alcançaram os melhores resultados: 9,5%.

Na edição desta terça-feira (13), a FOLHA traz o exemplo de outro setor que está comemorando. O mercado de motocicletas começou 2018 aquecido. A produção apresentou alta de 17,8%, em comparação com dezembro, e os emplacamentos aumentaram 13,95% em relação a janeiro do ano passado. No Paraná, as vendas das concessionárias cresceram mais de 30% comparado com a mesma época de 2017. Há três anos as vendas de motos não começavam com números positivos. Em janeiro, as concessionárias venderam um total 76,9 mil motocicletas no País. Em relação a dezembro, o mercado teve redução de 0,8%. Mas a queda se justifica porque dezembro foi o mês que apresentou o maior volume de vendas em 2017.

As exportações também cresceram em janeiro e as vendas para outros países atingiram 8,2 mil unidades no primeiro mês. Há vários fatores que contribuíram para esse incremento no mercado de motos, como a alta na gasolina, que chega a registrar R$ 4,39 o litro em Londrina. Acaba sendo uma boa ajuda para quem deseja reduzir os custos mensais com combustível e estacionamento. As projeções são otimistas, significativas, mas ainda tímidas. A recuperação realmente importante depende de esforços, como a implantação das reformas estruturais, que continuam ameaçadas devido ao cenário político indefinido.

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