Brasília - Numa ofensiva para reprimir o crime organizado internacional na Represa de Itaipu, a empresa que administra a hidrelétrica e a Polícia Federal vão gastar R$ 3 milhões na instalação até julho de um Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) nas margens do lago, dividido entre os territórios do Brasil e do Paraguai. Em 2000, 70% da maconha apreendida no Brasil vieram do país vizinho.
As águas do Lago de Itaipu são usadas como via de acesso por narcotraficantes, contrabandistas e assaltantes de carros que atuam na fronteira com o Paraguai. O reservatório de Itaipu possui 1.350 quilômetros quadrados; sendo 770 no lado brasileiro e 580 no lado paraguaio.
A empresa Itaipu Binacional vai investir R$ 2,5 milhões na compra de duas lanchas, um bote inflável, armamentos pesados e equipamentos de comunicação. O restante será repassado pela própria Polícia Federal. O convênio para a implantação do núcleo foi firmado hoje entre o ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, e o presidente da Itaipu, Euclides Scalco.
O Nepom de Itaipu deve contar com 28 agentes federais. Atualmente, existem centros similares no Rio e em Santos. ‘‘A criminalidade foi reduzida nos locais onde já existem os núcleos’’, disse o diretor da Divisão Marítima da Polícia Federal, Tito Caetano Corrêa.

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