A engenharia evolui mas os edifícios continuam desabando. Não em função de tempestades ou outros fenômenos violentos, mas por incompetência ou irresponsabilidade. O rompimento da laje no campus da Universidade Estadual de Londrina que matou uma pessoa e deixou duas dezenas de feridos, alguns em estado grave e com membros amputados é produto de negligência de engenharia e de construção. Porque, se em face da chuva dos últimos dias, houve infiltração de água e se o bloco de cimento veio abaixo por isso, sabem os profissionais do setor que esse fenômeno pode ocorrer. Mas, pelo trágico resultado, viu-se que não houve a necessária preocupação quanto a isto. Porque uma laje suspensa precisa ter a densidade ou o escoramento pertinentes, à prova de infiltração e de impactos sustentáveis. Nenhuma estrutura cai se todos os mandamentos técnicos são respeitados. Fosse tão fácil as construções desabarem, haveria acidentes constantes, sobretudo com os edifícios altos e mais pesados. Com toda a certeza e a certeza é que a laje rompeu-se na pequena construção não houve o cuidado correspondente ao projetá-la e construí-la. Nenhum tufão passou por ali e nenhum meteoro projetou-se sobre a construção, e então não há o que discutir diantes dos fatos. A infiltração de água, se houve, não é desculpa porque toda obra estrutural deve prever tal possibilidade, porque neste planeta chove e toda matéria absorve água. Tudo isso, o estudo da resistência dos materiais e das estruturas prevê. Portanto, a tragédia de domingo no campus, onde cerca de três dezenas de pessoas se concentravam, sob a cobertura da laje, para inscrever-se no 26º Congresso Brasileiro de Zoologia, que se iniciava em Londrina, se deveu ou à incompetência ou à falta de responsabilidade de quem projetou e edificou a obra que tinha apenas 7 anos. A peritagem apenas irá comprovar isto: que a estrutura despencou porque foi mal construída. Esse levantamento apenas irá detectar o ponto frágil mas não poderá negar o que está evidente que a obra foi malfeita. Esta é a realidade inquestionável e não se pode atribuir um tal acidente a mero acaso, porque a tarde de sol de domingo era tranquila, sem ventos, sem tempestade, sem a eventual presença de um explosivo ou a possível queda de alguma peroba, dentre as que existem no campus. A análise minuciosa que a perícia irá fazer será, no caso, apenas um ato de rotina e de obrigatoriedade legal, porque o resultado já está à vista: os escombros no chão. E por consequência a morte, os ferimentos e as mutilações. Como nenhum outro fato extraordinário ocorreu, resta a única conclusão: a de que a obra foi mal planejada e mal edificada e que havia mais peso do que estrutura de sustentação, tanto que a infiltração de água se for esta a causa pôs ao chão o que teria de resistir à umidade. Contra a evidência não há argumentos.

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