Irregularidades também assolam outras cidades
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domingo, 29 de julho de 2001
Da Redação 
Além de Curitiba, os serviços funerários de outros três municípios importantes do Paraná estão sendo ou foram investigados pelo Legislativo.
Em Londrina, a suspeita de que a Autarquia de Serviços Especiais (Acesf), esteja cobrando preços abusivos pelos serviços levou a Câmara dos Vereadores a abrir uma CEI. Foi aprovada em 28 de junho, depois que a Folha publicou reportagem comparando preços de produtos e serviços funerários praticados pela Acesf e por outros quatro municípios do Estado. Londrina tem os preços mais altos.
A CEI, que começa seus trabalhos em agosto, não é o único problema da Acesf. Há cerca de três semanas funcionários da autarquia procuraram a Folha para denunciar o reaproveitamento de caixões de madeira no traslado de corpos putrefatos, acidentados e vítimas de morte natural.
Segundo médicos, os funcionários estão expostos a doenças se tiverem contato direto com o sangue coagulado e material biológico. Os servidores também disseram que transportam cadáveres em carros sem divisória. A Vigilância Sanitária deu prazo de 30 dias para que as condições de trabalho fossem regularizadas. A superintendente da Acesf, Cláudia Prochet, prometeu mudanças imediatas.
Se depender da CPI que investigou os serviços funerários em Campo Mourão, as duas empresas que atuam na cidade serão banidas. O relatório da comissão sugeriu à prefeitura que casse a concessão das duas empresas e que não permita que elas participem da nova licitação, que será aberta ainda este ano. O relatório ainda precisa passar pelo plenário da Câmara.
Após quatro meses de trabalhos, o relator José Turozi (PV) concluiu que as funerárias Sesf e São Pedro descumpriram cláusulas contratuais, sonegaram impostos, praticaram cobranças indevidas, trataram mal os usuários e formaram um monopólio. As duas funerárias estão em Campo Mourão há sete anos. Na fase de depoimentos da CPI, os responsáveis pelas empresas negaram as denúncias.
A CEI que investigou irregularidades no sistema em Foz do Iguaçu encerrou seus trabalhos, em maio, apresentando um projeto de lei pedindo a municipalização do serviço. O prefeito Sâmis da Silva (PMDB) vetou a proposta, argumentando falta de recursos. A CEI foi instalada em março, depois que a Câmara passou a registrar denúncias sobre o atendimento das quatro funerárias existentes na cidade.
(Maranúbia Barbosa, de Londrina; Sid Sauer, de Campo Mourão e Emerson Dias, de Foz do Iguaçu)


