Irregularidades continuando com os combustíveis
O Ministério Público faz investigações e donos de postos de combustíveis já foram presos em Londrina, mas as denúncias de irregularidades continuam. As acusações são de achatamento artificial e criminoso de preços para aniquilar concorrentes, sonegação fiscal, adulteração do produtos e alteração no marcador da bomba, ou seja, no lugar de um litro registrado só entram no tanque de veículo 900 ml. Se o freguês paga menos, não sabe que também está recebendo menos combustível. Grave é que com a adulteração o motor pode sofrer dano.
Essas falcatruas são atos de bandidagem praticados não apenas pelos ditos assaltantes comuns e tão abominados, mas também por comerciantes estabelecidos como esses denunciados e que são igualmente capazes de grandes estragos. Artifícios como o de alterar a bomba possibilitam baixar preço, e assim os concorrentes honestos acabam também tendo de baixar, mesmo com prejuízo, para não perder a freguesia. Muitos já perderem dinheiro e tiveram que demitir empregados.
O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, afirma - referindo-se a esses maus comerciantes - que eles ''não são empresários, mas bandidos''. Esta sem dúvida é uma voz insuspeita, partindo de quem parte. Ele acusa que um em cada três empresários do ramo, em Londrina, pratica atos ilícitos. Os motoristas, portanto, estão nas mãos de tais delinquentes, e outro não é o nome. Os empresários honestos acabam pagando pelos desonestos e, como a fama corre, afirmam que onde vão são apontados como corruptos e bandidos. As autoridades precisam agir com mais vigor porque esses maus empresários as estão desafiando. E o consumidor acaba levando prejuízo, e ainda mais com o risco de adquirir produto adulterado. Se alguém vende mais barato porque contamina o combustível ou põe menos no tanque do carro, por mudança no marcador da bomba, vende mais barato e assim quebra o concorrente correto.
Um mal semelhante já começa na origem, ou seja, nas refinarias. Os preços no mercado externo do petróleo oscilam e, depois da crise financeira, caíram substancialmente, mas elas não reduziram suas tabelas. Coisas não aceitas pelo consumidor final nesse gigantesco gênero de negócio. No caso do Brasil, praticamente autossuficiente em produção e refino de combustíveis, isto é ainda mais difícil de aceitar.





