Thiago, 17 anos, é o mais moço. Veio de São Paulo no fim de dezembro do ano passado, ansioso por prestar vestibular na UEL, para o curso de engenharia elétrica. De Londrina, e especialmente da UEL, já tinha uma boa impressão, fornecida por Leandro, 21 anos, o irmão que cursa o segundo ano de medicina na mesma universidade. Morando em um apartamento alugado na região central da cidade, ambos esperam, até com certa paciência, que o impasse se resolva e tudo volte ao normal. Contudo, são cinco meses de investimento na manutenção de um apartamento para estudantes, que não está tendo retorno.
Enquanto espera, Thiago vai revendo a matéria já estudada em um cursinho pré-vestibular. Leandro analisa a situação. Segundo conta, a maioria de seus colegas do curso de medicina posiciona-se contrariamente à greve. Ele, no entanto, solidariza-se com os funcionários de apoio da instituição, ‘‘que não têm, como os docentes, outras alternativas de rendimento’’.
O pai dos jovens, José Carlos Perales, que atua como representante comercial na capital paulista, está em Londrina, em visita aos filhos. Mostra-se indignado com a situação, pois considera a greve um direito dos funcionários, mas não entende a demora em se encontrar uma solução que minimize o problema salarial da categoria. ‘‘Será que deputados, vereadores e governadores ficam sem reajuste por tanto tempo quanto esses funcionários?’’

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