Um alerta feito na semana passada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, acende o sinal amarelo em todo o mundo. Segundo o sul-coreano, a incidência de doenças não transmissíveis - como câncer, diabetes, problemas respiratórios e ocorrências de acidente vascular cerebral (AVC) - deve aumentar em pelo menos 50% até 2030. Os novos casos serão registrados principalmente na África, Oriente Médio e Sul da Ásia, mas o risco não escolhe fronteiras.

Hoje, de acordo com pesquisas da ONU, as doenças crônicas são responsáveis pela morte de 35 milhões de pessoas, por ano no mundo. A maioria das vítimas é composta por pessoas com menos de 70 anos.

A boa notícia é que 60% dessas enfermidades podem ser evitadas quando fatores de risco são reduzidos. E é exatamente nesse sentido que o mais alto executivo da ONU pediu, no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que empresários ofereçam um ambiente saudável de trabalho aos seus funcionários.

Mais do que aceitar as orientações de um executivo estrangeiro, ou mesmo obedecer às leis que regem as relações de trabalho no Brasil, criar ambientes em que os funcionários trabalhem em locais que não representem risco à saúde, seja físico quanto psicológico, representa economia. Investir em bem-estar aumenta a produtividade e, consequentemente, gera mais lucro. Além disso, reduz o número de afastamento por doenças - a queda gira em torno de 15%, segundo dados do governo.

Só para se ter uma ideia do quando funcionários bem dispostos e com hábitos saudáveis causam impacto no caixa das empresas, vejamos dados da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho. Para cada euro aplicado em estratégias voltadas ao desenvolvimento humano, o retorno de investimento fica entre 2,4 e 4,8 euros.

Mas investir no bem-estar do funcinoário vai além de adequar mobiliário e equipamentos. Estudiosos da área relembram a eficiência no investimento em palestras, cursos e técnicas que ensinem formas mais saudáveis de vida. Dentro e fora da empresa.

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