Investimentos e educação no trânsito
Há casos em que somente a punição pode conscientizar as pessoas dos riscos de um determinado comportamento. Assim ocorre com o trânsito. Apesar da realização de campanhas de conscientização e que alertam para os riscos e perigos de um acidente, muitos motoristas parecem não se importar a ponto de mudar a sua maneira de dirigir.
Levantamento feito pela reportagem da FOLHA aponta que um motorista infrator é flagrado a cada 31 segundos cometendo uma infração gravíssima que, entre outros itens, estão dirigir um veículo sem habilitação ou permitir que uma pessoa sem o documento faça a condução e dirigir sob influência de álcool ou substâncias entorpecentes. Apesar da divulgação da legislação, os abusos continuam a ocorrer frequentemente. Há casos extremos, como o do motorista alcoolizado que, na semana passada, atropelou um ciclista e continuou a dirigir a sua caminhonete com o corpo preso ao para-brisa, na Região Metropolitana de Curitiba. Casos de menores ao volante que provocam acidentes ocasionando diversas mortes também são frequentes. Essas ocorrências precisam ser reduzidas, definitivamente não podem continuar a ocorrer.
É claro que nem todos os acidentes são provocados por falha humana. Pistas mal planejadas, mal sinalizadas, mal conservadas ou falhas mecânicas também são uma constante. No geral, os governos federal e estaduais têm pouca preocupação em melhorar a estrutura de rodovias e estradas. Além disso, apesar do crescimento da frota e do incentivo à compra de um carro novo, ainda há veículos muito velhos em circulação, o que aumenta a probabilidade de ocorrência de um acidente provocado por falha mecânica.
Além da aplicação de multas e dos pontos perdidos na carteira de habilitação que, de fato, produzem mais resultados a curto prazo, é importante também que os governos façam a sua parte. Investir em campanhas de conscientização e na melhoria da estrutura viária e rodoviária do País são fundamentais para a redução efetiva dos acidentes de trânsito.





