Qualquer investimento na infraestrutura logística do País é bem-vindo. Tema debatido exaustivamente nos últimos anos, as deficitárias rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos contribuem para aumentar o chamado ''custo-Brasil'', que tira a competitividade da produção agrícola e industrial do País. Nesta semana o governo federal anunciou programa de investimento do setor portuário que, entre outros objetivos, pretende modernizar a infraestrutura, estimular a expansão dos investimentos, além de aumentar a movimentação de cargas. No total, o programa prevê recursos de R$ 54,2 bilhões até 2017.
Os portos de Paranaguá e Antonina receberão cerca de R$ 984 milhões em recursos públicos e R$ 4,36 bilhões da iniciativa privada na forma de arrendamentos. Os recursos estão subdivididos em R$ 890 milhões para dragagem e R$ 124 milhões para as rodovias que têm o porto como destino. A modernização da infraestrutura estadual é reivindicação antiga das principais entidades que representam os setores exportadores. Dados da Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, referentes a 2010, indicam que dentre os dez produtos mais exportados da balança comercial estadual, sete são do agronegócio e respondem por mais de 47% de todas as transações comerciais.
Além de aumentar a eficiência, com a melhoria das rodovias e da própria estrutura do porto, é de se esperar a redução do desperdício da produção. A Confederação da Agricultura e Pecuária estima que sejam perdidos cerca de 10 milhões de toneladas de grãos por ano nas estradas, uma quantidade bastante significativa.
Talvez, o ponto positivo deste plano é o planejamento integrado entre o transporte rodoviário e a estrutura portuária. É importante que o segmento de logística ''converse'' para que seja mais eficiente. Investimentos projetados a longo prazo também movimentam a economia. A infraestrutura é peça fundamental para o desenvolvimento do País e as falhas em todos os modais emperram o crescimento e encarecem a produção.

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