Investimento em imóveis é mais seguro
Preço de imóveis deve subir 18% em 2010. A manchete de Economia deste jornal é um estímulo ao mercado. Previsões não denotam especulação. Prognósticos não são feitos para puxar alta de preços. O fato é que o comércio de imóveis, se não passou incólume, apesar da persistênca da crise, também não foi dos mais afetados. Pelo contrário, foi neste ativo real que muitos investidores abrigaram seu capital, durante o período de incertezas. Dependendo da natureza da crise - a que se refere teve origem no setor financeiro e imobiliário nos EUA -, nem o dólar norte-americano seria um porto absolutamente seguro para ancorar.
Portanto, a previsão de que os preços dos imóveis vão aumentar no ano que vem é um alento porque valoriza um ativo que está bem próximo dos investidores brasileiros. Ou porque não é uma opção especulativa. A crise não se afastou o suficiente, ainda, para apostas mais ousadas e iniciativas de risco e volatização.
Fora do fator investimento, toda injeção de recursos ou impulso mercadológico que contemple este setor, transparece de forma espetacular na ampliação da construção civil. E a construção civil é um dos segmentos que dão resposta mais rápida à economia. É capaz de afastar ou minimizar sintomas de recessão - porque é um forte empregador.
O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Paraná, Gustavo Selig, disse à repórter Marcela Rocha Mendes que um dos motivos do setor imobiliário não ter sofrido todos os efeitos da crise foi a migração de investidores de outras aplicações mais instáveis, para o mercado imobiliário. O governo viu que o setor alavancava e lançou vários pacotes no sentido de facilitar para o cliente.
É necessário que haja equilíbrio para não afastar o consumidor. O próprio entrevistado reconhece: o que é bom para o mercado em si pode não ser uma notícia tão boa para o consumidor. Depois de cinco anos de preços estagnados, os valores dos imóveis não pararam de subir desde 2004. Somente entre 2008 e 2009, o aumento nos preços ficou entre 15% e 16%. E para o próximo ano a alta deve ser ainda maior.





