Investigação na Câmara já supera um ano
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de julho de 2001
De Curitiba 
Após mais de um ano de investigação, a Câmara deverá apresentar, em agosto, o primeiro relatório sobre a apuração das denúncias contra as funerárias e a Prefeitura de Curitiba. A vereadora Julieta Reis (PFL), aliada do prefeito Cassio Taniguchi e relatora da CPI das Funerárias, promete entregar o relatório após o retorno do recesso de julho.
As investigações na Casa foram iniciadas em 27 de junho do ano passado, uma semana depois de a Folha ter revelado, com exclusividade, as denúncias que vinham sendo apuradas pela Polícia Civil, por uma Comissão Especial de Investigação (CEI). Devido à dificulade de fazer com que os acusados comparecessem espontaneamente às sessões, em setembro a CEI foi transformada em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que dá o poder de convocar pessoas para prestar depoimento.
O fim do mandato parlamentar, em dezembro, sepultou a CPI. Dois integrantes da comissão não se reelegeram. Em março deste ano, a Câmara ressuscitou a CPI e ainda criou um filhote dela: uma comissão para apurar exclusivamente denúncias contra os fundos funerários (seguro em que o cliente paga antecipadamente, em prestações, o funeral). A CPI dos Fundos Funerários, presidida pelo vereador Fábio Camargo (PSC), está com os trabalhos suspensos por decisão da Justiça.
Para o vereador Natálio Stica (PT), proponente e presidente das duas versões da CPI, a demora para a conclusão dos trabalhos se justifica. Eu não sabia que era um assunto tão complexo. Agora, a CPI vai se debruçar sobre questões como os supostos superfaturamento dos preços de flores e exagero nos pedidos de tanatopraxia (retirada do sangue do corpo e injeção de composto químico que paralisa o processo de decomposição).


