Pensando em afastar das eleições brasileiras o perigo das fraudes, Carlos Prudêncio, juiz da 5 Seção Eleitoral de Santa Catarina, com sede em Brusque, teve a idéia do voto eletrônico em 1978. Para concretizá-la, contou com a ajuda do irmão, Roberto, dono de uma empresa de informática. Contudo, a primeira oportunidade de colocar em prática o protótipo da atual urna eletrônica um terminal de computador adaptado , ainda que em caráter experimental, só surgiria nas eleições presidenciais de 1989.
Nas eleições seguintes, em 1990, a experiência foi repetida em Santa Catarina, desta vez com uma abrangência um pouco maior. Terminais também foram usados para totalizar e transmitir os resultados parciais à sede do Tribunal, que somava todos os votos, conseguindo assim maior agilidade na apuração.
A primeira eleição totalmente informatizada ocorreu em 1995, no município de Xaxim, na região oeste de Santa Catarina, para os cargos de prefeito e vice-prefeito, e incluiu uma evolução significativa: nos terminais de votação, diferentemente do que ocorria até então, já era possível visualizar a fotografia dos candidatos na tela do computador. O sucesso da experiência estimulou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a formar um grupo de assessoria técnica, integrado por profissionais do Centro de Tecnologia Aeronáutica (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que ficou encarregado de estabelecer as bases de um projeto de eleição informatizada para todo o País.
A licitação para a fabricação da urna eletrônica foi vencida pela multinacional Unisys, que montou um primeiro protótipo em 1996. A urna eletrônica foi, então, implantada passo a passo, chegando a 100% dos municípios brasileiros, ou a 350 mil urnas nas eleições de 2000.

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