Inusitado destaca trabalho
Obter permissão do governo do Egito para desenvolver pesquisas arqueológicas no país é um processo burocrático, mas isso não impede que centenas de pesquisadores do mundo inteiro lutem para obter a autorização de trabalhar nas ruínas. Com tantos pesquisadores investigando uma mesma civilização, o jeito é buscar o inusitado para obter destaque em seu trabalho.
O professor Maurício Schneider optou por estudar o período que correspondeu ao reinado da 26 Dinastia Egípcia, o chamado Renascimento Saíta (663-526 a.C.). Nessa época, o Egito já havia sofrido invasões de diversos povos, e não ostentava mais o brilho que marcou o reinado de faraós como Ramsés. Ao final da 26Dinastia, o Egito seria conquistado pelos persas, e posteriormente pelo romanos, marcando o fim da civilização que desperta a curiosidade de tantos historiadores.
No Renascimento Saíta, os egípcios lutavam para retomar valores que eles consideravam como sendo a ''Idade de Ouro'' de seu país. Assim, aspectos culturais foram retomados, como o uso da grafia hieroglífica e dos modos de construção da época dos grandes faraós.
Na sua última viagem ao Egito, em fevereiro do ano passado, Schneider explorou a tumba de um general do período saíta (veja gravura). Durante uma semana, o historiador copiou os hieróglifos encontrados nas paredes da tumba e as gravuras encontradas nas paredes. ''Basicamente, são orações pedindo proteção na vida pós-morte''.





