A internet pode ser considerada um dos símbolos da vida moderna. Com apenas um clique, e de qualquer lugar, o usuário têm acesso a um mundo infinito de informações. Se essa nova ferramenta proporcionou avanços incríveis à humanidade e revolucionou a maneira como o ser humano se relaciona, também há prejuízos incalculáveis. Além de fraudes financeiras e roubo de dados pessoais, um dos assuntos que têm gerado muita discussão é a divulgação de imagens sensuais e pornográficas de pessoas de todas as idades.
Além da exploração sexual, o que tem chamado atenção das autoridades é o compartilhamento de imagens entre adolescentes. Grande parte dos casos, fotos em poses sensuais ou eróticas são encaminhadas espontaneamente pelos próprios adolescentes ou adultos, por meio do smartphone, para namorados ou grupo de amigos. A partir daí, as consequências são imprevisíveis.
O Núcleo de Combate ao Cibercrime (Nuciber) da Polícia Civil do Paraná recebe, em média, 20 denúncias por mês apenas sobre vazamento de fotos de conteúdo erótico na internet, a maioria protagonizada por adolescentes. Já a ONG SaferNet Brasil divulgou que os pedidos de ajuda relativos a casos de sexting e selfie com nudez dobraram em 2013.
Por isso, a educação e a orientação a crianças e adolescentes se faz tão importante. O problema não pode mais ser ignorado pelos pais. É preciso explicar aos filhos os riscos e os eventuais prejuízos que uma exposição inadequada pode trazer. Vinculação com rede de pedofilia e prostituição, chantagens, além da divulgação na própria web ou entre grupo de amigos, são alguns dos exemplos. Além disso, as imagens podem circular por anos na rede.
Outro ponto importante é a punição. Autores de crimes cibernéticos precisam ser responsabilizados e devem receber penas severas. A internet não pode continuar a ser vista como "terra de ninguém". O Marco Civil, sancionado recentemente, deve normatizar esse ambiente.

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