Internacionalização da universidade
Os tempos estão mudando numa velocidade que impressiona e surpreende a todos. Estamos ingressando em um novo milênio e, sem dúvidas, esses novos tempos vão encurtar as distâncias entres os países, não só pela tecnologia, mas também pela mentalidade aberta que os cidadãos vão desenvolver.
Nós já não somos apenas cidadãos de uma única cidade, município, Estado, país; somos cidadãos do mundo. Esse é o destino da humanidade, um destino de paz e de cooperação. Toda universidade deve estar envolvida em projetos dessa natureza. Essa é uma prioridade na formação dos jovens que têm no futuro a sua âncora maior, isto é, todos precisamos estar voltados para esses valores universais e para a cidadania do mundo.
Nós, que sempre investimos na juventude, temos que estar atentos para o futuro, para a vida e para a educação integral. Nesse sentido, a internacionalização da universidade é uma questão de dias. O processo se traduzirá de muitas formas de cultivo do conhecimento e de outras culturas, no relacionamento com outros povos, no conhecimento de línguas, nos intercâmbios culturais e intelectuais.
Estamos abrindo a PUC nesta direção. Já firmamos dezenas de convênios com universidades do mundo todo, dos cinco continentes. Recentemente, foi assinado convênio na Ucrânia, Espanha e Alemanha. Estamos assinando, neste mês de agosto, mais três intercâmbios internacionais com universidades da Nova Zelândia e da Austrália.
Isso vai permitir a ida e a vinda de estudantes e professores para o intercâmbio de tecnologias, conhecimentos, ciências, experiências e vivências, proporcionando a mestres e discípulos a oportunidade do contato com a cultura do século XXI, que é uma cultura de paz, amizade, de solidariedade, de entrosamento e de ajuda mútua.
Os problemas do mundo são muitos e eles não poderão ser resolvidos apenas pelos governantes e nem somente por organismos internacionais, como a ONU e a Unesco, mas vão precisar de entreajuda de toda a humanidade.
As instituições e pessoas esclarecidas de todas as partes de mundo têm que dar sua contribuição e, para que isso se torne realidade, temos que investir na nova geração, que são exatamente os estudantes.
Estamos perfeitamente convencidos de que há um nível teórico e um nível prático, ou seja, nós temos que tomar medidas apropriadas para que o discurso se torne realidade.
A PUC colocou no seu planejamento 2000-2010 a prioridade de internacionalizar a universidade. Estamos dando passos seguros e firmes nessa direção. Entre 10 e 15 anos teremos uma universidade totalmente diferente da atual e reconhecida internacionalmente.
Em face disso, haverá uma fertilização acadêmica, cultural e intelectual da comunidade discente e docente. Por essa razão, teremos pessoas dominando tecnologias mais avançadas, com pensamento pioneiro para ser discutido.
Universidade é exatamente isso, ela tem que estar na vanguarda e ser usina do conhecimento. Temos o privilégio de viver a era do conhecimento, que é a matéria-prima que move o mundo e toda a sua evolução. Se nós não tivermos os olhos fixos no futuro, nada acontecerá.
Nesse sentido, a PUCPR é uma instituição que tem as idéias claras quanto a esses horizontes e está fazendo todos os esforços para superar limites impostos por dificuldades de diversas naturezas.
- CLEMENTE IVO JULIATTO é reitor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba





