A lei da oferta e da procura. Eis a dura lição que os moradores do Sudeste e Sul do País aprenderam neste começo de ano devido à forte onda de calor que atingiu essas regiões. Quem buscou no comércio ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para amenizar o desconforto das altas temperaturas vagou loja por loja sem encontrar o aparelho. Quando, finalmente, localizava um desses eletrodomésticos, os preços não eram nada aceitáveis.
Voltando à lei da oferta e da procura, obviamente ela influencia preços em todo o mundo. Se há grande demanda por um bem ou serviço e a quantidade não é suficiente, o preço tem uma elevação até que essas forças econômicas voltem a se equilibrar. O problema é que por aqui a lei da oferta e procura encontra no velho ‘’jeitinho brasileiro’’ impulso para prejudicar ainda mais o consumidor e permitir que alguém, entre a indústria e o comércio, acabe levando muita vantagem com a perturbação atmosférica.
A Folha de Londrina trouxe reportagem ontem alertando os consumidores sobre a alta dos preços dos produtos que aliviam o calor. Um ventilador de 30 cm que custava R$ 98,91 em janeiro, chegou em fevereiro com valor variando entre R$ 119,00 a R$ 199,92. Um site de pesquisa de preços na internet mostrava o preço de outro ventilador variando entre R$ 179,91 e R$ 299,88.
É óbvio que em um país como o nosso, a tarefa de pesquisar o preço antes de comprar um produto deveria ser ensinada na escola. Em países famosos por ética e honestidade, as crianças não precisariam correr para aprender essa lição pois os fabricantes e comerciantes não devem estar preocupados em levar grande vantagem com as intempéries.
Com o rompimento, nos últimos dias, do bloqueio atmosférico que causou a onda de calor, é provável que os preços dos ventiladores e aparelhos de ar-condicionado comecem a cair. Mas o longo período com termômetros em alta já fez subir os preços de verduras e legumes em até 60%. O ‘’desconforto’’ está chegando na mesa.

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