Inteligência transformando cidades
Fórum Londrina Cidades Inteligentes, que ocorreu terça-feira (28), na CTD (Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento) de Londrina
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quinta-feira, 30 de julho de 2026
Fórum Londrina Cidades Inteligentes, que ocorreu terça-feira (28), na CTD (Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento) de Londrina
Folha de Londrina 
Muito se fala sobre cidades inteligentes. Não raro, a expressão é associada a aplicativos, inteligência artificial, sensores, plataformas digitais e outras ferramentas tecnológicas que prometem revolucionar a gestão pública. Mas a experiência de Vitória (ES), apresentada nesta semana em Londrina, mostra que a verdadeira inteligência urbana começa muito antes da tecnologia.
Eleita a cidade mais inteligente do Brasil em 2025, a capital capixaba não chegou ao topo dos rankings por acaso. O reconhecimento é resultado de um processo de planejamento iniciado anos atrás, sustentado por metas, investimentos contínuos e uma visão de futuro capaz de atravessar mandatos e transformar projetos em políticas públicas. A tecnologia, nesse contexto, deixou de ser um fim em si mesma para se tornar um instrumento a serviço das pessoas.
O trabalho realizado por Vitória foi compartilhado durante o Fórum Londrina Cidades Inteligentes, que ocorreu terça-feira (28), na CTD (Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento) de Londrina.
Promovido em comemoração aos 27 anos da CTD, o encontro reuniu especialistas nacionais em inovação, gestores públicos e representantes da iniciativa privada para discutir experiências bem-sucedidas de cidades brasileiras e apresentar soluções que podem ser incorporadas à realidade londrinense. Também reuniu representantes de instituições especializadas em inovação urbana, como o ICI (Instituto de Cidades Inteligentes), de Curitiba, e empresas do setor.
Falando especificamente de Londrina, uma das iniciativas apresentadas foi a plataforma digital Londrina ON, lançada há cerca de cinco meses para concentrar diferentes serviços municipais em um único ambiente. Na primeira etapa, o sistema passou a receber solicitações relacionadas à zeladoria urbana, como troca de iluminação pública, tapa-buracos, capina e roçagem. Em seguida, incorporou a telemedicina.
Voltando às lições de Vitória, podemos dizer que o principal exemplo que ela oferece é simples, mas frequentemente negligenciado por gestores públicos brasileiros: inovação sem planejamento produz pouco impacto. As iniciativas precisam estar integradas a uma estratégia capaz de melhorar efetivamente a vida da população.
Cidade inteligente é aquela em que a inovação reduz filas na saúde, melhora a mobilidade, amplia o acesso à educação, antecipa problemas urbanos e facilita a relação entre o cidadão e o poder público.
Os painéis apresentados durante o fórum reforçaram que os melhores resultados aparecem quando existe integração entre diferentes áreas da administração, uso inteligente de dados, continuidade dos investimentos e capacidade de planejar o futuro sem perder de vista as necessidades do presente. Não há solução tecnológica capaz de substituir uma gestão eficiente.
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