Se a criação de regiões metroplitanas (RMs) pode estimular o desenvolvimento regional por meio da injeção de recursos federais é importante que a união dos municípios ocorra respeitando as vocações e a proximidade entre eles. Não é o que ocorre no Paraná. O Estado tem oito regiões metropolitanas instituídas por lei: Curitiba, Londrina, Maringá, Umuarama, Toledo, Campo Mourão, Cascavel e Apucarana. No entanto, especialistas afirmam que somente a de Curitiba – a mais antiga delas – funciona na prática, ainda que apresente problemas.
As RMs paranaenses agrupam 193 municípios, quase metade do total do Estado (399). No entanto, todas enfrentam algum tipo de problema e os benefícios que deveriam ser usufruídos pela população praticamente não ocorrem. É um indicativo de que o estabelecimento dessas regiões ocorreu sem critérios claros e que, em alguns casos, apenas atendeu interesses políticos.
Portanto, é importante que antes da votação para criação dessas regiões o assunto seja discutido amplamente com a população envolvida. As vantagens têm que ser expostas, mas um projeto deve ser traçado até para garantir a integração efetiva. A aposta de alguns gestores está no Estatuto das Metrópoles, sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no início deste ano. A lei estabelece prazo de três anos para que Estados e municípios instituam mecanismos que favoreçam a gestão plena, integrada e participativa dessas áreas. O objetivo é "tirar do papel" as regiões metropolitanas e promover o desenvolvimento de forma coordenada, conforme a vocação de cada município. A diferença é que os gestores públicos podem incorrer em crime de improbidade administrativa se não trabalharem a integração efetiva.
É um mecanismo importante que pode estimular o desenvolvimento regional, mas deve ter controle até para garantir a aplicabilidade da lei.

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