Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná é o caminho correto?
“As características humanas e de trabalho do extensionista e do pesquisador são completamente diferentes”
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sexta-feira, 30 de agosto de 2019
“As características humanas e de trabalho do extensionista e do pesquisador são completamente diferentes”
Espaço Aberto 
Ao ler a Folha de Londrina do dia 14 de agosto resolvi escrever sobre o que penso e o que li nestes meses sobre a proposta do tal da proposta do tal IDRPr (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná). Acho que meu relato e sugestões são cabíveis, pela experiência de 40 anos de extensão rural, de sete anos de chefia de Núcleo da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento), de mais de 25 anos como diretor ou conselheiro da SRP (Sociedade Rural do Paraná), de ter tido algumas ações para os pesquisadores serem tratados como servidores, bem como para o o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) receber percentual do Fundo de Pesquisa cujos valores repassados iriam apenas para as universidades. Posso até não estar correto, porém acredito que vale a pena pensarem.
Vamos aos fatos, não é necessário acabarem com os históricos de Emater ( Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) e Iapar, bem como da Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) e CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia). Primeira questão é que as características humanas e de trabalho do extensionista e do pesquisador são completamente diferentes. O extensionista é expansivo, analisa a propriedade como um todo, organiza os agricultores(as), busca respostas rápidas para produção e geração de renda, trabalhos sociais etc... e baseia seu trabalho em dados da pesquisa, não só do Iapar, porém tudo sobre agronegócio, assistência social, associativismo etc.
O pesquisador(a) geralmente é focado, busca resultados com muitos estudos, e que geralmente são demorados, pois a pesquisa assim o requer. Tem que ter certeza do resultado para repassar a quem adota suas descobertas. Faz estudos safra/colheita/criação periódicos e analisa resultados de forma que não ocorram erros.
Nestas duas primeiras conceituações é admissível a Codapar unir-se a Emater, pois as demandas são comuns entre elas, e o CPRA ser incorporado pelo Iapar, pelos mesmos motivos. As pesquisas agroecológicas iniciaram-se no IAPAR.
Falando em economia de recursos para o Estado, a sugestão é contratar três CEOs: CEO de Pesquisa, CEO de Extensão e CEO administrativo, que cuidará das questões administrativas da Emater e do Iapar. Todos discutem suas questões com o diretor-geral da Seab ou o secretário de Estado. O CEO (diretor executivo, que pode ser presidente) de Pesquisa ficaria na sede do Iapar em Londrina, o CEO de Extensão, na Emater, em Curitiba, e o CEO Administrativo, na Emater, em Curitiba, por estar próxima da Seab.
A Seab possui 21 Núcleos Regionais, bem como a Emater tem 21 Escritórios Regionais, e o Iapar, também perto de 20 unidades em regiões do Estado. Portanto, mais de 60 chefes em cargos comissionados. Portanto, se adotarem chefias nas Macrorregiões do Estado, que são de mesmas características (Oeste/Sudoeste, Noroeste, Centro, Norte e Sul), diminuirão 55 cargos de chefia, que geralmente são políticos. São mantidos os escritório regionais para atendimento dos produtores e os chefes de macros tanto do Iapar quanto da Emater desenvolveriam as funções de organização e administração e prestariam contas aos CEOs respectivos.
Já imaginaram a economia? E não acabam as empresas que construíram o Paraná, ainda mais que ambas possuem sedes maravilhosas, que causam orgulho aos paranaenses.
E existem muito mais coisa a ser feita para melhorar a pesquisa e a extensão no Paraná, basta buscar dentro das características governamentais.
GIL ABELIN, aposentado da Emater


