O setor de saúde do Brasil está vivenciando a angústia que os bancos sofreram duas décadas atrás e o setor industrial, há mais de 15 anos: mudar a cultura dos colaboradores, definir um bom modelo de gestão e, por último, implantar um modelo de gestão automatizada.
O sistema bancário e o setor industrial encontraram os seus caminhos, implantando eficientes controles e softwares de última geração e treinamento de recursos humanos. Foram gastos valores expressivos em tecnologia de ponta, consultorias especializadas e qualificação de pessoal.
Na indústria é possível, hoje, acompanhar um produto desde a sua criação até a venda, de forma totalmente integrada. Nos bancos, a evolução foi ainda maior. Com o advento da internet é possível levar as agências para dentro das casas dos clientes e usuários.
E o setor de saúde? Estamos engatinhando ainda. Não temos modelos de gestão eficientes, os sistemas não são integrados entre os diversos setores, os investimentos na área de treinamento, automação e novas tecnologias são insuficientes. Como resultado, convivemos com um alto descontrole, desperdiçando insumos, perda de faturamento e pouco conhecimento dos custos, com raras exceções.
Aliados aos fatores acima mencionados, os investimentos têm sido direcionados para compra de novos equipamentos médico-hospitalares, que na sua maioria, operam com ociosidade, não cobrindo os custos de operação.
É necessário que a área de saúde passe por uma ampla mudança, para que assim os negócios de saúde tornem-se eficientes, automatizados e os investimentos sejam direcionados para a rentabilidade dos negócios e a satisfação dos clientes.
ANTÔNIO CARLOS G. A. RIBEIRO é administrador de empresas, diretor-geral do Hospital Evangélico de Londrina e presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina e Região

mockup