Ao que parece a "novela" que envolve a instalação do ILS (equipamento que auxilia aeronaves em pousos e decolagens) no Aeroporto Governador José Richa, de Londrina, está longe de terminar. Com instalação inicialmente prevista para 2015, ontem um comunicado da Aeronáutica adiou ainda mais esse prazo: a operação do sistema agora está prevista para 2019. O custo estimado é de R$ 15 milhões.
Londrina não pode esperar todo esse tempo. Seis anos é um prazo demasiado longo para a atual necessidade. Importante lembrar que do ILS depende toda uma região e, consequentemente, o seu desenvolvimento. Um polo com mais de 1 milhão de habitantes não pode continuar a conviver com os constantes fechamentos do aeroporto. É preciso uma solução mais a curto prazo.
Também importante lembrar que o aeroporto já não atende a atual demanda das empresas aqui instaladas. O Terminal de Logística de Carga (Teca), implantado há cinco anos, é pouquíssimo utilizado pelo empresariado. Talvez, reflexo da falta de estrutura. Reportagem publicada há pouco mais de um mês por esta FOLHA abordou a questão. A falta de um posto de fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária leva à perda de pelo menos 700 processos de importação por ano. Essa quantidade representa uma arrecadação extra de cerca de R$ 800 mil em custos relacionados a taxas de comércio exterior.
Outro ponto importante é o próprio crescimento do aeroporto. Nos primeiros sete meses deste ano caiu o número de passageiros que utilizaram o terminal local. O resultado é atribuído à apreciação do dólar frente ao real (que derrubou a demanda de viagens de lazer) e à elevação do preço das passagens aéreas. Em um cenário como esse, um terminal de cargas bem estruturado contribuiria para movimentar o aeroporto local.
O momento exige um posicionamento da prefeitura e de entidades da sociedade civil a respeito da questão. Foi instituído um grupo de trabalho – formado por município e Infraero – para organizar um cronograma de ação para diminuir o prazo em pelo menos dois anos, o que ficaria para 2017. Mesmo assim é um tempo que o aeroporto não tem. Além do estudo, é preciso agilidade para realizar obras e desapropriações necessárias. O momento exige celeridade ou Londrina continuará a perder oportunidades de grandes investimentos.

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