Na avaliação do reitor Pedro Gordan, ‘‘sem a UEL a importância econômica, política, social e cultural seria bem menor’’. Ele recorda-se que, há 30 anos, antes da criação da universidade, a cidade tinha 200 médicos. Atualmente são mais de 1,5 mil profissionais, que atendem nas mais variadas especialidades.
Ele afirma que há três décadas não havia postos de saúde no município. Hoje são cerca de 60 unidades.E foi por iniciativa de médicos da UEL, que a cidade passou a ser referência neste setor para o Brasil, ao implantar o Sistema de Atenção Primária à Saúde, em agosto de 1970, na gestão do prefeito Dalton Paranaguá. ‘‘Além disso, a Universidade passou a exportar o modelo de curso de medicina para universidades de outros estados.’’ Gordan cita o caso da Universidade Santa Cruz, entre Ilhéus e Itabuna, que pagou R$ 80 mil pelo direito de usar o projeto de currículo do curso, sem contar as consultorias. O curso também está sendo exportado para Roraíma e Brasília.
No setor cultural, ele cita o Festival de Teatro, que foi assumido pela UEL em 1971. E garante que o evento se destaca como um dos mais importantes do País. ‘‘Fora isso, o que pouca gente sabe é que ele é o maior festival pedagógico do Brasil.’’
Em termos econômicos, ele diz que, excetuando a Prefeitura de Londrina, a UEL tem o maior orçamento do município, com previsão de movimentar R$ 186,9 milhões neste ano, dos quais R$ 64,18 milhões em recursos próprios. Aliás, a participação de faturamento gerado pela instituição na composição da receita total tem aumentado a cada ano. No exercício passado, para o montante de R$ 167,79 milhões, a UEL participou com R$ 54,55 milhões.

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